Entre fileiras e fileiras de mesas, fazendo malabarismos entre o espaço das cadeiras e equililibrando sobre a bandeja verdadeiras pirâmides de pratos e copos, lá estão eles sempre prontos para qualquer pedido. Seriam os profissionais perfeitos para um ataque de nervos, mas o que acontece com os garçons é justamente o contrário. Alguns são tão simpáticos e solícitos que acabam se transformando em amigos da clientela.
Pelo menos é o que garante Lori Francisco da Silva, 47 anos de idade, 30 com a bandeja na mão. ‘‘Eu acho que não conseguiria mais viver sem o meu trabalho’’, diz ele. ‘‘É aqui, no restaurante, que supero qualquer bronca. Tenho clientes que vem aqui desde que eram crianças. E é como se eles fossem uma extensão da minha família’’.
Catarinense, natural de Campos Novos, Lori veio para Curitiba especialmente para trabalhar no restaurante Bologna, onde já é famoso pela qualidade do atendimento. ‘‘Tenho clientes que já conheço tão bem que nem preciso mais perguntar o que eles desejam comer ou beber’’.
Mauro FrassonO garçom Lori e os clientes: ‘‘É como se eles fossem uma extensão da minha família’’.Mas será que nada serve para tirá-lo do sério? ‘‘Tem garçom que se irrita com o jeito do cliente chamá-lo quando quer alguma coisa. Acho que cliente é cliente e não pode ser discriminado por causa da maneira como ele te chama. Mas sempre encontro uma forma bem-humorada de driblar isso. O que eu não gosto mesmo é quando eles deixam de aparecer por muito tempo’’.

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