Pensando em inglês
Encantada. Essa é a palavra que define a reação da professora Vivian Saviolli com o desenvolvimento do filho Henrique, de 4 anos, que estuda em uma escola bilíngue desde que tinha 1 ano e 10 meses. "Eu falo inglês fluente, mas meu marido não fala nada e não consegue aprender. Não queríamos que o Henrique tivesse essa dificuldade, por isso, optamos por uma escola bilíngue", afirma Vivian. Segundo ela, a evolução da criança é impressionante. "Ele não fala palavras soltas, são frases, coisas do cotidiano dele. Percebo que tem um diferencial, que ele está pensando em inglês", comemora.
Recentemente, em uma viagem aos Estados Unidos, a família pode perceber com mais intensidade os resultados da educação bilíngue. "Ele chegava e falava com as pessoas naturalmente. Perguntava o nome, como elas estavam. Além disso, pudemos perceber que ele compreende muito bem o idioma", explica Vivian. A professora confessa que não esperava um desenvolvimento tão rápido do filho e que a capacidade de aprender outro idioma da criança a surpreendeu. "Imaginei que ele fosse começar a falar mais quando estivesse um pouco mais velho. Se em três anos já aprendeu tanta coisa imagina como será daqui uns anos?", questiona orgulhosa.
Dúvida comum entre os pais, Vivian garante que o ensino bilíngue não prejudica o aprendizado do português. "O português não deixa a desejar em momento nenhum. Um não interfere no outro, até ajuda", explica. Para incentivar o filho, a professora faz questão de comprar livros e brinquedos em inglês. "Toda a família valoriza muito as conquistas dele." (B.Q.)






