O tricô surgiu no Oriente, no período anterior à Era Cristã, e era utilizado na confecção de luxuosas rendas. O processo exigia cinco agulhas e fios de seda. Naquela época, poucas pessoas tinham acesso às peças tricotadas, consideradas artigos de luxo. Foi só no século 14 que os irlandeses e escoceses iniciaram o processo para tecer peças do vestuário.
De lá para cá, muitas coisa mudou e a técnica, de artesanal passou para a escala industrial. As máquinas de tecer revolucionaram o mercado e hoje são um bom negócio, principalmente nesta época do ano.
Com o tricô em alta novamente, ganhando destaque em passarelas e editoriais de moda, quem sai ganhando são as malharias, claro. Casos de sucesso local, as empresárias Lucia Manoel e Ofélia Zanoni iniciaram seus negócios apostando no ‘‘esquema caseiro’’ e seguindo o mesmo perfil: uma máquina de tecer e algumas encomendas.
Somando a produção das duas empresas, são cerca de 3.500 peças por mês, que chegam a ser ‘‘vendidas até no Mato Grosso do Sul’’, explica Ofélia Zanoni, que hoje tem três lojas e duas franquias, uma em Curitiba. No caso de Lucia, que além de atender à loja própria, revende para outras lojas da região, a produção de 1.500 peças ‘‘não é suficiente’’, diz. ‘‘Há um ano precisei parar com as encomendas de peças exclusivas, pois exigiam mais tempo de confecção’’.
Para ficar em dia com as novidades da moda, as duas empresárias procuram estar sempre de olho ‘‘no que sai nas revistas e nos desfiles de moda’’, diz Lucia, que conta com a ajuda da filha para isso. Aliás, nos dois casos, a família está sempre por perto. Marido, filhos e até a nora entram na trama dos fios.

mockup