Peneira fashion
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de agosto de 2004
Rosângela Vale<br>Enviada Especial 
Depois de apresentadas em primeira mão para imprensa e lojistas na São Paulo Fashion Week e no Fashion Rio, as tendências chegaram, enfim, ao seu destino final: os consumidores. Afinal, são eles que fazem a moda girar. Nada mais natural, portanto, que possam participar dos rituais e do clima de glamour que envolvem os desfiles.
Foi pensando nisso que os empresários André Skaf e Omar Sahyoun criaram o Prêt-à-Porter Brasil, com passarela montada no subsolo do Hotel Unique, em São Paulo. A idéia deu supercerto. No início de agosto, aconteceu a segunda edição do evento, com 11 marcas participantes. E, em breve, o projeto vai privilegiar outras capitais brasileiras, criando um calendário de moda voltado para o varejo.
Os planos de expansão incluem ainda o intercâmbio com o mercado internacional. O primeiro passo nessa direção já foi dado: nesta edição, a programação contou com desfile da marca norte-americana de roupas de equitação Zeatro, de Patrizia Gucci, neta do fundador da maison italiana. A coleção, entretanto, deixou muito a desejar, tanto pela qualidade e modelagem das peças como pelo desfile, antiquado e arrastado demais.
Entre as marcas femininas, o destaque ficou por conta de Bob Store, Mercearia e Zion Girl, que apresentaram coleções bem lapidadas comercialmente, passando uma peneira nas tendências vistas nos maiores eventos para torná-las suficientemente atraentes aos seus públicos. Assim, flores e listras surgiram em profusão (ao lado dos xadrezes miúdos) e os tons de rosa estavam por toda a parte, acompanhados por laçarotes, babados, cintos de cetim bordado, rendinhas e passamanarias. A calça jeans ganhou a companhia de batas ou de vestidos leves; os shorts assumiram de vez o casamento com blazers sequinhos, e os terninhos brancos de piquê se impuseram como alternativa para os dias quentes. Nos pés, sandálias de tiras ou anabelas.
* A jornalista Rosângela Vale viajou a convite da organização do evento.


