Pau pra toda obra
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de julho de 1998
Celina Alonso Az 
Começa o dia. Você vai ao banheiro, dá a descarga e ela quebra. A empregada grita da lavanderia que a máquina de lavar encrencou com quilos de roupas dentro. É hora de chamar um encanador? Errado. Você imediatamente abre sua caixinha de ferramentas e em dois minutos se livra do probleminha da válvula da descarga. Mais cinco minutos e troca a pecinha da máquina de lavar. Antes de ir para o serviço, dá uma apertadinha no parafuso solto na porta do carro e coloca uma fita isolante no fiozinho que estava com mau contato, acendendo a luz do alternador do seu carro. Pronto. Será?
Muita gente paga uma fortuna para os prestadores de serviço porque nunca desbravou o universo desconhecido e temível de como consertar coisas. Outros, bem mais audaciosos, aprenderam de tanto observar ou simplesmente lendo manuais tipo faça-você-mesmo. Na Europa e nos Estados Unidos isso é muito comum. Esta atividade chama-se bricolage. No Brasil, o número de bricoleiros cresceu tanto que milhares de pessoas visitaram em São Paulo, no começo deste mês, a Feira Internacional Bricolage-98, com um mundo de novidades para quem gosta de fazer e desfazer, montar e desmontar tudo. Além de economizar, estas pessoas acabam virando os heróis da casa.


