Pastagem e ração sem hormônios
A estrutiocultura (nome pela qual é designada a criação zootécnica do avestruz) vem se desenvolvendo rapidamente em todo o território nacional, tendo começado no Brasil em meados dos anos 90. Atualmente o rebanho é composto por cerca de 200 mil animais, espalhados por quase 2 mil criatórios. São abatidos anualmente cerca de 50 mil avestruzes. A idade média de abate é de 12 meses, período em que a ave pode atingir 100 kg de peso vivo (cerca de 35 kgs de carne) e produzir em média 1,2 m2 de couro (parte nobre de 0,5 m2).
Devido a sua boa adaptação às condições climáticas do Brasil e à cultura pecuária dos produtores brasileiros, há criatórios de avestruzes que chegam a abater aves com apenas 10 meses de idade, quando a carne possui ainda maior concentração de ômega 3 e índices menores ainda de gorduras saturada e de colesterol.
Em Apucarana, a Zulu Agrocomercial começou a criação de avestruzes em 1995, mas só agora deu início à comercialização da carne. ''Os animais abasteciam outros criadores que estavam iniciando o plantel'', diz o proprietário da Zulu, João Nilseo Ribeiro de Mello, que há um mês fornece cortes nobres para a Rancho Silvestre Carnes Exóticas, no Mercado Shangri-lá, em Londrina.
Hoje, com um plantel de 600 animais, a empresa apucaranense começa a investir também no segmento de embutidos, como salames e hambúrgueres, aproveitando assim as partes menos nobres da ave.
Os ovos (1 ovo de avestruz equivale a 24 ovos de galinha) são incubados para criação e os que 'não vingam' têm sua casca comercializada para a confecção de objetos decorativos; as plumas são usadas em fantasias carnavalescas.
Além de todos os diferenciais em relação a outros animais, essa carne chama a atenção por não conter hormônios. 'A alimentação é à base de ração natural farelos de soja, trigo e milho e pastagem. (Angela Raizer Barbosa)





