Esperta, a pequena Gigi já entendeu que quando um celular toca, alguém logo aparece para atender. Por isso mesmo, quando quer atenção, ela imita o som dos bips do telefone. A novidade é que Gigi não é uma criança e, sim, uma calopsita, o passarinho que vem se tornando cada vez mais um querido bichinho de estimação.
Ao contrário dos pássaros que se vê só nas gaiolas, a calopsita - e também o agapórnis - podem circular livremente pelos aposentos da casa. Se adestrados desde filhotes tornam-se dóceis, adoram carinho e até fazem truques. ''Mas é preciso separá-los da mãe assim que nascem. Depois que nascem as penas fica muito difícil ensinar algo'', explica Carol Portugal, do pet shop Au Miau.
Segundo ela, os criadores costumam entregar os passarinhos para venda com cerca de dois meses, idade em que já têm disposição para aprender e interagir com os donos. Aliás, é essa interatividade o diferencial de calopsitas e agapórnis. ''Eles gostam de carinho'', avisa Carol, enquanto coça a cabeça de Gigi, confortavelmente alojada no ombro da anfitriã. ''As fêmeas costumam aprender mais facilmente e também 'falam' mais que os machos'', lembra.
Como gostam de ficar no ombro dos seus donos, os passarinhos têm que ter suas unhas cortadas com frequência. ''Mas é preciso tomar muito cuidado para não cortar uma veia'', ensina. ''A dica é colocar uma lixa de móveis no poleirinho'', completa. Como todo bichinho de estimação, as calopsitas também podem ter alguns brinquedinhos. A escadinha na gaiola é apenas uma das diversões.
Fãs de sementes de girassol (que contribuem para desgastar o bico), os passarinhos também comem ração específica e algumas frutas. Apesar de imitar muitos sons que os cercam, não costumam fazer muito barulho. ''Por isso são opção para quem mora em apartamento. Também não têm cheiro'', diz Carol. Outra dica é cortar as asinhas logo cedo, atitude essencial para ter tranquilidade em casa.
Eleito dos adultos, o passarinho interativo também encanta as crianças. O preço de uma calopsita jovem custa em média R$ 150, de acordo com Carol Portugal. ''As adultas são mais baratas porque são mais difíceis de amansar'', conta.

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