Todo ano é a mesma coisa por mais mais informados que estejam, os pais sempre têm dúvidas na hora de escolher uma escola para seus filhos. Questões como proposta pedagógica, qualidade de ensino, estrutura física, segurança são itens que devem ser levadas em consideração na hora da matrícula.
Para dar uma força à decisão dos pais, especialistas recomendam aquelas que privilegiam atividades que estimulem a curiosidade, o gosto pelo saber, a cidadania e o pensamento autônomo. Quando se trata de escolas particulares, essas atividades, que deveriam fazer parte do pacote básico de todos estabelecimentos de ensino, têm que cumprir o currículo mínimo determinado pelas políticas educacionais do País e, acima de tudo, serem regulamentadas de forma que atendam às condições legais para o funcionamento.
Avaliação Para não cair em ciladas, os pais que optam por escolas particulares contam com alguns mecanismos. Um deles é o projeto Escola Legal, certificado criado para regularizar e monitorar as atividades na área do ensino básico, que abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
Criado há cinco anos, o projeto abrange 42 instituições da região Norte do Paraná, que seguem os padrões estabelecidos pela legislação atual. ''Uma escola certificada significa que ela está legalizada'', explica Alderi Luiz Ferraresi, presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná (Sinepe/NPR).
Do ponto de vista burocrático, a escola considerada legal passa por uma avaliação na qual são exigidos desde os documentos básicos para seu funcionamento até a proposta pedagógica que garanta um prática educacional eficaz. O parecer é emitido pelo Núcleo Regional de Educação, enquanto a Secretaria Estadual de Educação faz o reconhecimento dos cursos.
Selo legal Depois de comprovadas essas exigências, uma equipe designada pela Sinepe faz uma vistoria na escola para verificar como é a estrutura de funcionamento administrativo e pedagógico, a formação continuada de professores e educadores, a organização física do estabelecimento, os parâmetros curriculares que norteiam os conteúdos, entre outros. As escolas que seguem esses padrões, estabelecidos pela legislação da categoria, são certificadas por um prazo de dois anos, uma espécie de ISO educacional.
''Atualmente, 42 escolas da região possuem o selo Escola Legal, com o aval do Sinepe'', revela Ferraresi'', que, no entanto, aconselha os pais a fazer também uma avaliação por conta própria, segundo critérios práticos. ''É preciso analisar se a linha educacional adotada pela escola é adequada aos valores da sua família e também ao temperamento da criança.''
A qualidade da formação acadêmica dos professores, coordenadores e de todo o corpo docente também tem que ser levada em conta. Partindo desse princípio, os estabelecimentos certificados pelo projeto Escola Legal passam por um processo de reciclagem profissional, sendo capacitandos para isso. Os pais devem considerar que um professor feliz vai ensinar e tratar melhor seu filho'', diz ele.
Ferraresi lembra que hoje são tantos os meios disponíveis, com informações fora da sala de aula, que quando o professor vai abordar um assunto, o aluno já teve contato com ele na internet ou em outro lugar. ''A escola, então, passa a ser um ambiente para refletir sobre esse assunto'', observa.
O presidente do Sindicato alerta para um dos maiores equívocos cometidos pelos pais que, guiados pela praticidade, escolhem uma escola pela localização. ''A adequação dos métodos pedagógicos deve vir em primeiro lugar'', recomenda.
Mas seja qual for a opção, é sempre importante estar atento à reação do aluno. ''Ele é um termômetro valioso se estiver feliz e interessado em aprender, é sinal de que a escolha foi boa'', avalia Ferraresi. n

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