‘‘O estresse e a aceitabilidade da paciente referente à dor são fatores importantes’’, explica a médica Márcia de Lima BritoO parto normal - que apesar de levar este nome ainda amedronta muitas mães -, tem arrebanhado cada vez mais aliados. No entanto, a dor é considerada um forte motivo de opção prévia pelo parto cesariana. Mas muitos médicos e hospitais - principalmente os hospitais Amigo da Criança - têm apresentado motivos convincentes para estimular as mães que têm dúvidas a optar pelo parto normal. Exemplo disso é um procedimento realizado há muito tempo em vários países do mundo, mas que nem toda mulher sabe de sua existência: o parto normal com analgesia.
A médica ginecologista e obstetra Márcia de Lima Brito diz que sempre que é possível realiza este tipo de parto. Ela acredita que com esse procedimento a qualidade do trabalho de parto melhora muito. ‘‘O estresse e a aceitabilidade da paciente referente à dor são fatores importantes. E a analgesia tenta suprimir a dor da contração sem eliminar a própria contração. Mesmo que a dor não cesse plenamente, certamente será mais discreta’’, explica. ‘‘As fibras sensitivas que levam a mensagem da dor são mais sensíveis ao anestésico do que as fibras motoras que levam à contração’’. Segundo a médica, o Hospital Evangélico (que é um hospital Amigo da Criança) aumentou em 90% o número de partos normais, provavelmente por causa do ‘‘parto sem dor’’, como é mais conhecido.
A analgesia, segundo Márcia Brito, é um procedimento de uso intra-hospitalar feito pelo anestesista, em ambiente adequado e com acompanhamento de profissionais especializados. Neste procedimento, usa-se um cateter de localização peridural, no qual vai se instilando o anestésico em pequenas doses. Na analgesia usam-se os mesmos medicamentos que na anestesia. A diferença é que na analgesia o volume de anestésico é menor e a aplicação é feita aos poucos, em pequenas doses. A posição da paciente durante o bloqueio peridural também é diferente. Deve-se instilar o analgésico na paciente deitada. A primeira ação do medicamento é torácico-lombar e vai tentar suprimir a dor da dilatação e das contrações. Já a segunda ação é sacral e tentará eliminar a dor da incisão e do período expulsivo.

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