Para o psicólogo Bruno Mazetto, a participação nas tarefas domésticas é positiva até o momento em que não se torna uma responsabilidade para a criança. ''Ela não pode ser responsável pelo bom desempenho da casa, mas é importante que tenha um convívio com algumas atividades diárias'', diz.
Um bom exemplo é a hora de recolher os próprios brinquedos. ''A criança deve aprender que não pode só bagunçar, mas é preciso arrumar também'', diz.
Para ele, o importante é que os pequenos exerçam atividades criativas, mesmo que seja para ajudar a montar um prato de comida ou até mesmo criar as roupinhas das próprias bonecas. ''Além de estimular o processo de criação e o senso de responsabilidade, a criança reconhece que aquilo é um produto dela e, assim, acaba agregando um valor maior e interessante para ela'', explica.
Ele observa que muitas crianças percebem uma maior aproximação com os pais, ao ajudá-los nas tarefas domésticas e demonstram maior interesse em participar.
''Porém, os adultos devem estar atentos para não exigir demais da criança'', diz o especialista, que indica uma fórmula simples, porém esquecida: ''Hoje em dia, levamos uma vida cada vez mais acelerada e de cobranças, e muitos pais não estão percebendo o quanto é necessário priorizar atividades em família. O segredo sempre é investir tempo na relação com os filhos'', ressalta. (M.O.)

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