Em ‘‘Jurassic Park III’’ os efeitos especiais continuam imbatíveis, mas a história não convence ninguém
O primeiro foi bom, o segundo foi regular, mas ‘‘Jurassic Park III’’ é um pouco pior que o anterior. A saga dos dinossauros, criada em 1993 por Steven Spielberg, que agora aparece nos créditos apenas como produtor-executivo, é dirigida por Joe Johnston. No elenco bons atores, como Sam Neill e William Macy, desperdiçam seus talentos e passam o filme inteiro tentando se livrar dos monstros digitalizados.
A ação é realmente trepidante, mas totalmente vazia e sem sentido. Para completar, a coadjuvante Téa Leoni faz sua parte gritando sem parar. Todos merecem o sofrimento. Afinal, contribuíram para perpetuar uma aventura afogada na mesmice. Pelo menos, os efeitos especiais continuam bons, no entanto, sem causar a perplexidade do filme original.
A história se passa numa ilha tropical e deserta, onde dinos gerados em uma experiência genética perseguem humanos que por lá aparecem. Lógico que o coadjuvante negro é o primeiro a ser triturado pelos dinossauros, mas o pior é o celular dele que fica tocando o filme inteiro dentro da barriga do monstro. Além disso, temos que tolerar um garoto prodígio de 14 anos com pendores de Indiana Jones.
Para os fãs de ‘‘Jurassic Park’’, que continuam adorando a série mesmo depois de sua decadência, o quarto episódio já está nos planos e trará dinossauros híbridos, ou seja ‘‘humanossauros’’. É esperar pra ver. Lançamento da Universal. Duração: 92 minutos.






ReproduçãoProdução medieval com referências pop-contemporâneas






Coração de Cavaleiro
Essa aventura medieval levou centenas de adolescentes aos cinemas, não pela história (porque ela não existe), mas por causa do ator australiano Heath Ledger. No filme, ele teve a oportunidade de fazer seu primeiro trabalho como protagonista, mas não provou nada. Estava bem melhor como coadjuvante em ‘‘O Patriota’’, no qual fazia o filho mais velho de Mel Gibson.
Ao som de ‘‘We Will Rock You’’, hino marcial do Queen, ‘‘Coração de Cavaleiro’’ conta a história do plebeu William Thatcher que sonha em ser um cavaleiro. Quando seu mestre morre, ele toma seu lugar e, desenvolvendo um talento nato, torna-se o mais popular competidor. O diretor Brian Helgeland (que fez ‘‘O Troco’’) estreita os anos que separam a Idade Média com os dias atuais, fazendo dos cavaleiros uma espécie de ídolos dos esportes, cultuados pelas garotas da época.
Entre uma e outra luta, ele ganha o coração de uma jovem e o ódio de um nobre malvado. É só. ‘‘Coração de Cavaleiro’’ é inofensivo, burocrático e facilmente esquecível. Se Heath Ledger esperava se tornar um astro com este filme, escolheu a produção errada. As referências pop-contemporâneas que pipocam durante as duas horas de projeção, não chegam a incomodar, mas acrescentam muito pouco à fita. Na verdade, elas estão ali só para conquistar os adolescentes. Nos Estados Unidos e no Brasil, eles lotaram as salas de exibição. Lançamento da Columbia. Duração: 132 minutos.

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