Paredes cheias de história na França
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Mônica Nóbrega <br> Agência Estado 
São Paulo- Quando no século 18 a França deu sua rasteira na monarquia absoluta sob a bandeira da igualdade, liberdade e fraternidade, o país já era salpicado de castelos. Um total de 11 mil, na conta atual do Ministério da Cultura francês. À medida que senhores feudais foram sendo despejados, muitos a caminho da guilhotina, parte dessas fortalezas ficou abandonada, outra ganhou novos usos.
Versailhes
Versailles (chateauversailles.fr; desde 18 euros), aquele que já era famoso como residência de Luís XIV, Maria Antonieta e sua corte perdulária, virou museu no século 19 e, posteriormente, um dos monumentos mais visitados da França. Outros seguiram pelo mesmo caminho ou começaram a receber hóspedes.
Château de Chantilly
O estardalhaço em torno do casamento de um jogador de futebol e uma modelo, anos atrás, fez os brasileiros associarem o Castelo de Chantilly a uma cafonice que nem de longe faz justiça à sua beleza e ao seu valor histórico. Construído a partir do século 14, teve parte de seu acervo de arte transferido para o Museu do Louvre durante a Revolução Francesa. Transformado em museu, abriga obras de pintores clássicos de França e Itália e exposições temporárias. A novidade é o recém-inaugurado Auberge du Jeu de Paume (aubergedujeudepaumechantilly.fr; desde 235 euros), hospedagem chique no jardim do complexo. São 68 quartos e 24 suítes com decoração inspirada no século 18: poltronas Luís XV e cortinas estilo vestido de princesa.
Châteaus de Bagnols
Na região conhecida como das pedras douradas, em meio aos vinhedos de Beaujolais, a fortaleza do século 13 foi convertida em um dos hotéis mais chiques da França, a 30 minutos de Lyon. Em 1987, o Castelo de Bagnols foi comprado por um casal inglês que cuidou da restauração sem alterar a arquitetura original. A abertura aos hóspedes foi em 1992. São 21 acomodações, com diária desde 560 euros.
Château de La Barre
Conde e condessa de Vanssay recebem pessoalmente os hóspedes neste castelo do Vale do Loire que está há 20 gerações e 600 anos nas mãos da mesma família. A propriedade assistiu a conflitos como a Guerra dos 100 Anos, a Revolução Francesa e as duas Guerras Mundiais. Em 2002, o casal de nobres em questão, Guy e Marnie, deixou carreiras bem-sucedidas em publicidade e recursos humanos para tomar conta do Château de La Barre - e restaurar o que fosse preciso. Há cinco quartos para hóspedes, cada um com uma cor predominante (258 euros por pessoa, por duas noites).
Château de Pierrefonds
A 70 quilômetros de Paris, o Castelo de Pierrefonds não é um hotel, mas um museu, além de monumento nacional francês. Restaurada nos mínimos detalhes, a fortaleza que ocupa o alto de uma colina desde o século 18 tem contornos de ilustração de livro infantil. Sua arquitetura medieval e renascentista está impecável, com torres e muralhas sobre as quais se pode caminhar e salões idealizados por Napoleão III.



