Em tempos de Big Brother, a capixaba Lei Básica lembra que, mesmo fora do confinamento do Projac, há câmeras por todos os lados. E brinca com a idéia de invasão de privacidade desfocando imagens óbvias e misturando estilos na tela da vida real. No catálogo, fotos simulam o ''rastreamento'' de um casal desde a saída de uma festa até a chegada no hotel





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O buchicho em torno da nova campanha da Victoria's Secret, que estreou semana passada nos EUA, não foi a contratação de uma nova top, nem o lançamento de um modelito ousado demais. Apesar de a estrela ser a belíssima Adriana Lima, quem está causando frisson é o novo garoto-propaganda. Ninguém menos que Bob Dylan.


No comercial, gravado em Veneza, o cantor e compositor de 63 anos, vestido de preto e maquiado, é seduzido pelo olhar de femme fatale de Adriana, de calcinha e sutiã, ao som de ''Love Sick'', música do álbum ''Time out of mind'', de 1997. O artista vai lançar também um CD com suas canções para ser vendido exclusivamente nas lojas Victoria's Secret. É a primeira vez que Dylan associa sua imagem a uma campanha publicitária.


Há tempos, a velha calça azul e desbotada não é mais a mesma. A novidade, agora, é a possibilidade de simular os desgastes no ato da compra. E no próprio corpo! Quem saiu na frente foi a Levi's, que disponibiliza o serviço na sua flagship em San Francisco. O cliente veste a calça novinha, sem lavagem, entra em uma banheira de hidromassagem e depois em uma cabine de secagem, saindo com a peça desbotada nos lugares e nas intensidades que escolher.


Segundo a jornalista e consultora de moda Glória Kalil, a iniciativa da grife ilustra a tendência do momento no marketing de moda: proporcionar uma ''experiência'' ao cliente quando ele entra na loja. Nada melhor do que criatividade para enfrentar os tempos bicudos da economia.

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