Fotos: DivulgaçãoBracelete H.Stern, em ouro com 247 diamantes, da designer Helyne Guimarães, uma das vencedoras do concurso Diamonds International Awards

Quando o Imperador Maximiliano da Áustria foi pedir a mão de Maria de Borgonha, em 1477, um de seus assessores o aconselhou a oferecer um anel de diamante, além da aliança de ouro. O anel de diamante foi colocado no terceiro dedo da mão esquerda da noiva, porque os antigos egípcios acreditavam que a ‘‘vena amoris’’ (a veia do amor) corria diretamente do coração até à ponta desse dedo.
Assim nasceu a tradição do anel de noivado com diamante. Mas o uso de pedras preciosas - ou mesmo o interesse do homem por elas - existe há mais de sete mil anos. As pedras selavam documentos e, pela falta de conhecimentos científicos, acompanhavam as pessoas como amuletos e talismãs.
Em seu livro Gemas do Mundo (Editora Ao Livro Técnico S.A), Walter Schumann mostra um outro aspecto (ou finalidade) das pedras preciosas. Segundo explica, até o começo do século 19, elas eram usadas também como remédio contra doenças. Podiam ser usadas de três maneiras diferentes. A mera presença da pedra já era suficiente para realizar uma cura; a gema era colocada na parte doente ou dolorida do corpo; ou a pedra era pulverizada e ingerida. Os malogros eram justificados com a explicação de que a pedra usada não era genuína. Ainda hoje, no Japão, vendem-se pastilhas cálcicas feitas de pérolas pulverizadas com propósitos medicinais.

mockup