Para saborear sem vergonha
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
Karla Matida e Agência Estado<br> São Paulo 
São Paulo pode não ter as belezas naturais do Rio de Janeiro, mas quando se trata de gastronomia, a cidade não faz feio. A variedade de cozinhas internacionais espalhadas pelos milhares de restaurantes oferecem um generoso cardápio cosmopolita. E os bares também não ficam atrás com seus aperitivos criativos. No meio de tantas ofertas saborosas, eis que um sanduíche de mortadela acabou conquistando recentemente um prêmio de melhor quitute da capital paulista.
Mas não é qualquer sanduíche, já que a iguaria oferecida pelo Bar do Mané, em pleno Mercado Municipal de São Paulo, tem nada mais nada menos que 300 gramas de mortadela recheando um pão francês ao lado de uma folha de alface e outras duas fatias de tomate. Com tanta experiência a média ultrapassa os mil sanduíches diários , os funcionários nem precisam de balança para pesar a mortadela. São cerca de 11 fatias cada sanduíche.
As fatias têm que ser transparentes, ensina Alexandre Guimarães, que importou a receita para o seu Mercado Guanabara, em Londrina, para delírio dos londrinenses, que não precisam enfrentar a fila gigante que se forma no Bar do Mané e ainda têm o privilégio de saborear o sanduíche sentados (em São Paulo, o cliente come em pé, ao lado do balcão. Tem lá seu charme, claro) e sem pressa.
Considerada durante muito tempo como a prima pobre do presunto, a mortadela ficou restrita ao gosto popular. Havia quem não se arriscava pedi-la em alto em bom som numa padaria, imagine então poder saboreá-la num espaço freqüentado pela alta roda. Mas os tempos são outros e hoje a mortadela é exibida ao lado do também italianíssimo presunto parma. É assim na Mercearia Irmãos Furuta, que tem os mais variados sabores de mortadela.
É que além do novo glamour, o embutido ganhou nos últimos tempos sabores diferenciados para agradar a todos os paladares. Para os aperitivos, a mortadela já vem com pistache ou picles. Há também a versão light, sem qualquer gordura (o que, covenhamos, acaba descaracterizando a mortadela), e a a defumada.


