Para driblar a concorrência
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quinta-feira, 01 de março de 2001
Rosângela Vale 
A importância do espanhol no currículo é o que mais conta pontos na decisão de estudar o idioma. A maioria dos adolescentes que opta pela língua já domina o inglês, mas sabe que precisa de um diferencial para ter mais chances no mercado de trabalho.
É o caso de Thiago Nascimento, 22 anos, professor de inglês e estudante de Administração de Empresas. Assim que passou no vestibular, ele descobriu que precisava do espanhol para acompanhar o curso. Além de as referências bibliográficas no idioma de Cervantes serem constantemente citadas pelos professores, os negócios com o Mercosul estão sempre na pauta de discussão. Portunhol não adianta. Tem que falar espanhol para não perder bons negócios, diz, frisando que ser fluente no idioma é crucial para uma boa colocação profissional. Em uma entrevista de emprego, elimino, no mínimo, uns 40%, contabiliza.
Com planos de estudar pelo menos mais duas línguas até o final da faculdade (italiano e japonês), já que seu objetivo é trabalhar em comércio exterior, Thiago reconhece que o espanhol será determinante na sua carreira. Voltei dos Estados Unidos recentemente, e lá saiu uma pesquisa que revela que em 2015 a língua mais falada naquele País será o espanhol, superando o inglês, informa.
As irmãs Andressa, 16 anos, e Nicole Santos Sahão, 15 anos, ainda nem passaram pela experiência do vestibular, mas já se preocupam com a concorrência profissional. Iniciaram o espanhol há seis meses o curso completo tem dois anos de duração após oito anos de estudo de inglês, conscientes da relevância estratégica do idioma para os brasileiros. Como vou fazer jornalismo, o mercado exige. Inglês todo mundo sabe, espanhol vai me acrescentar e me diferenciar, afirma Andressa. Preparando-se para o curso de Medicina, Nicole é enfática. Estou cercada de países de língua espanhola. Acho uma obrigação saber falar espanhol, diz.


