A fonoaudióloga e professora da Unopar Cristiane Gomes começou há cerca de um ano um trabalho experimental com algumas crianças com Síndrome de Down atendidas na Clínica de Fonoaudiologia da universidade. Por terem hipotonia muscular, as crianças com Down têm mais dificuldades para sugar e engolir e muitas acabam tendo problemas para serem amamentadas.

"Por não terem a musculatura preparada algumas crianças preferem comidas mais moles e acabam tendo o crescimento da face deficiente. Os dentes também podem nascer tortos, a criança pode não conseguir fechar a boca, respira de forma errada, com a língua também posicionada de forma errada. Tudo isso irá acarretar em não conseguir falar bem", explica.

Cristiane conta que propôs para as mães utilizarem o método BLW e percebeu que as crianças têm mais interesse na alimentação. "O alimento ajuda a afinar a gengiva e consequentemente facilita a erupção dos dentes", destaca. (E.G)

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