Papel principal
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Da Redação 
A secretária Elaine Arantes, de 37 anos, trabalhava há pouco mais de dois anos em O Boticário atendendo à diretoria de Marketing, quando surgiu uma excelente oportunidade de crescimento na empresa que mudaria totalmente o rumo que sua carreira seguia até então. Ao mesmo tempo em que me senti atraída pela nova função, recebi um convite da própria diretora do setor, o que demonstrou uma sintonia muito grande , afirma Elaine, referindo-se aos esforços da empresa em identificar talentos, aproveitá-los e impulsionar a performance dos funcionários. Atualmente, Elaine é analista de serviços de comunicação e integra o departamento de Comunicação da empresa.
Dia a dia, histórias como essa têm se repetido. Hoje, no Brasil, as secretárias formam um contingente de milhares de profissionais que compram, contratam, influenciam decisões e solucionam problemas. São elas que muitas vezes participam dos processos decisórios com seus superiores, agora não mais como meras coadjuvantes mas como parte integrante da equipe.
Multiplicam-se os exemplos de secretárias que assumem cargos de gerência tal o seu preparo, afirma a headhunter Stefi Maerker, diretora da SEC Secretary Search & Raining, uma consultoria especializada no recrutamento, seleção e treinamento de secretárias.
Os depoimentos dos próprios executivos que solicitam nossos serviços deixam claro que, se por um lado aumentou o poder de decisão, por outro aumentaram as exigências, observa Stefi Maerker, também autora do livro Secretária Uma Parceira de Sucesso e do recém-lançado Mulheres de Sucesso, ambos da Editora Infinito/Gente.
Hoje a secretária trabalha para vários executivos ao mesmo tempo, e se ela não for organizada, ágil e líder, dificilmente consegue desempenhar sua função, afirma Stefi Maerker. Sempre terão oportunidades aquelas que estiverem bem atualizadas e forem bem centradas na profissão, ressalta.


