Autor de um livro sobre a psicomotricidade na Educação Infantil, Juan Antonio Garcia Núñez acredita que a psicomotricidade não tem receita. Para ele, os livros dão dicas de como aplicar a ciência na escola, mas os professores são capazes de transcender os ensinamentos. "Em primeiro lugar os professores devem se formar para poder trabalhar com isso. Em segundo, eles precisam vivenciar as questões, brincar junto com as crianças, estar com elas nas atividades."

Já os pais, conforme Garcia Núñez, devem ser apenas pais e deixar para os educadores as atividades relacionadas à escola. "Escola é escola e família é família. O pai brinca, deixa a criança brincar, mas não deve fazer as atividades dela ou tentar assumir o papel do professor. As crianças querem uma relação com os pais diferente da que elas têm na escola", observa o especialista, que acredita que essa fusão pode causar confusão nas crianças.

"Quando o pai recebe o desenho de uma criança, por exemplo, ele deve receber aquilo como uma expressão do momento e não como uma atividade da escola. O desenho é a pré-escrita, com o desenho ela está ativando uma função que já existe no cérebro que é a escrita, e se os pais o receberem com um sorriso e alegria, sem críticas, a criança vai continuar desenhando", acrescenta. (B.Q.)

Imagem ilustrativa da imagem Papel dos pais e educadores
"É pelo corpo que a criança vai passar a integrar todas as informações que recebe", diz o psicomotricista espanhol Juan García Núñez, que esteve em Londrina ministrando palestra
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