Amanhã, cerca de 1.100 alunos do Colégio Maxi, do maternal ao ensino médio, farão apresentações coreografadas para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Colégio e para comemorar os 20 anos da escola. A festa irá acontecer no Ginásio Moringão e contará com a participação de artistas da cidade, além dos estudantes.
Nesta semana antecedeu o evento, todos ensaiaram muito e, segundo a coordenadoria do Maxi, os alunos se envolveram de verdade. O que faz com que tantos jovens e crianças se disponham a treinar por horas várias coreografias, uma vez que todos participam de forma voluntária?
Segundo a coordenadora do Sistema Integração Família-Escola (Sife) do Maxi, Suely Sabóia Corrêa, além da sensação de pertencer ao grupo de colegas, participando de atividades extras, outro importante fator colabora com a adesão dos alunos. ''O incentivo e a presença dos pais nessa hora é fundamental. Com isso, os alunos se dedicam para fazer bonito na frente da família. Os filhos de pais que participam dessas atividades são os mais motivados'', garante.
Os ganhos com isso vão muito além de ver o filhote brilhando nas apresentações, aplaudindo e fotografando momentos memoráveis da época de escola. ''O aprendizado de alunos que fazem esse tipo de tarefa melhora porque percebem a importância da dedicação, do trabalho e do treino para realizar algo bonito e agradável. Eles têm noção do valor da escola e se sentem motivados a realizar outras coisas'', diz a coordenadora do ensino fundamental 1 da escola, Rejane Christine de Barros Palma.
De acordo com a psicóloga Elsie Pereira da Silva, quando as crianças iniciam sua vida escolar, não têm maturidade para perceber o valor que o conhecimento terá em suas vidas. Nessas horas, cabe aos pais transmitir o significado do que elas estão aprendendo. ''Se a família está presente, participa das reuniões escolares, se preocupa com o desempenho do filho, organiza seu horário de estudo, a criança entenderá que isso é importante. Entre os que apresentam melhores resultados na escola, nos esportes, na música, estão os alunos que vêm de famílias que se envolvem nos seus estudos, no seu dia-a-dia'', afirma.
E a dica vale também para os filhos adolescentes, que muitas vezes se mostram distantes e ansiosos por independência. Elsie garante que apesar do comportamento dos jovens nessa fase, é importante que os pais continuem indo às reuniões escolares, apresentações e incentivando novas atividades. ''Os adolescentes se sentem amados com pais participativos. Os pais ausentes transmitem a sensação de que o estudo e o rendimento de seus filhos não são importantes, e essa atitude é mais negativa que qualquer palavra. Mas é preciso ter cuidado para não ser invasivo'', alerta.
A psicóloga lembra que é importante que os pais deixem claro, através da comunicação, quais são as responsabilidades dos filhos em relação à vida escolar. ''A exigência é importante, mas é preciso evitar a repetição excessiva de cobrança para não criar um desgaste nas relações entre pais e filhos'', comenta.
Para ela, o melhor caminho para incetivar os filhos a se aventurarem em novos conhecimentos é trabalhar a autoconfiança, ressaltando os pontos positivos de cada um e se mostrando presente e interessado. ''Uma criança com boa auto-estima é capaz de terminar as tarefas que começou, fazer e manter amigos, ter metas e alcançar seus objetivos, superar problemas e frustrações e esperar pelo próximo desafio. Uma criança que tem isso e mais o apoio dos pais, seguramente terá um bom desempenho na vida.''

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