Desde que o homem começou a moldar panelas de barro, na Idade da Pedra Lascada, o segmento evoluiu bastante. Hoje, há versões badaladas, que são eficientes e têm apelo decorativo. Nos anos 90, o Brasil entrou de vez na rota das tops de linha com a abertura para as importações. Surgiram beldades como os modelos de ferro esmaltado da francesa Le Creuset, bonitas e eficientes: mantêm a temperatura, permitindo que se desligue o fogo antes do término do cozimento, e evitam que os alimentos grudem.
  Depois, vieram outras novidades. Uma das mais recentes é a panela de silargan, nome de material desenvolvido exclusivamente pela empresa alemã Silit. Resulta da mistura de cerâmica, aço e mais 30 ingredientes, como o quartz e o cálcio. Aparece em versões de frigideiras, panelas e caçarolas, na cor preta. ‘‘É o material mais resistente, porque, mesmo caindo no chão, não quebra nem risca’’, diz a proprietária da rede de lojas de cozinha Suxxar, Muriel Generali, de São Paulo.
  A panela feita de titânio é outro chamariz: com revestimento interno de alumínio, é totalmente antiaderente. Seu cabo pode ser levado ao forno e ela resiste a choques térmicos. Para fazer batata frita, por exemplo, não é preciso colocar nenhuma gota de óleo. Ótima opção para quem valoriza a saúde acima de tudo. ‘‘É uma panela resistente, comprada tanto por donas de casa como por chefes de cozinha’’, diz a proprietária da loja Raul’s, Annette Sulzbacher.
  Quem tem medo de ouvir um estampido e ver a tampa da panela de pressão voar pode ficar aliviado. Já existem modelos com seis ou sete válvulas de segurança. O problema é o preço. Todas essas opções importadas variam de R$ 200,00 a R$ 900,00 (as mais caras são do tipo wok e de pressão). Mas, com exceção da panela de titânio e de silargan, é possível encontrar versões nacionais de qualidade e mais em conta.
  As inovações tecnológicas convivem de perto com a fina flor do trabalho artesanal. A Associação das Paneleiras de Goiabeiras, em Vitória (ES), por exemplo, perpetua a confecção de panelas de barro. Ideais para o preparo de peixes, essas peças são criadas por meio de um longo processo. Tudo começa com a coleta do barro, que, depois, é moldado e alisado. Em seguida, os moldes vão para a queima em fogueiras e, por último, são coloridos com tanino, proveniente da casca de troncos do mangue. (Colaborou Angela Raizer Barbosa/Reportagem Local)

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