Paixão felina
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Venerados no antigo Egito, os gatos já foram considerados animais sagrados. Bastet, a deusa da fertilidade e da felicidade, era representada na forma de uma mulher com a cabeça de um gato. No início da Idade Média, entretanto, os gatos foram associados a bruxarias e muitos foram queimados nas fogueiras da Inquisição. Até hoje há quem associe gatos pretos a azar, mas essa imagem, felizmente, está mudando.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostram que cada vez mais os brasileiros se apaixonam pelos bichanos. Pesquisa divulgada no ano passado aponta que o número de felinos no País cresceu 16,3% de 2010 para 2012, chegando a 21,3 milhões de gatos. Embora os cães ainda sejam maioria - 37,1 milhões de animais -, o crescimento da população canina foi de apenas 8,1% no mesmo período.
"O gato é mais solitário, não é tão submisso e tem mais personalidade, mas é super carinhoso e apegado ao dono", afirma a veterinária Érika Regazoli. Por não ter um comportamento tão efusivo quanto os cães, muitas pessoas atribuem ao gato adjetivos nada elogiosos, mas os amantes dos felinos são unânimes em afirmar que só não gosta de gatos quem nunca conviveu com um.
Érika destaca que os gatos demonstram apego aos donos de forma diferente dos cães. "Eles sofrem menos com a ausência, e o fato de dormirem boa parte do dia, já que são animais de hábitos noturnos, colabora para isso. Por esse motivo são animais indicados para quem passa boa parte do tempo fora de casa. Quando você chegar em casa à noite, ele vai estar pronto para brincar", aponta.
Entre os sinais de carinho que os gatos dão estão o ronronar, se enroscar nas pernas e também "amassar" as superfícies com as patas. Eles também procuram se deitar próximo aos donos e até no colo.
Flexíveis e muito ágeis, gatos se divertem com coisas simples, como bolinhas de papel e pedaços de barbante, mas existem no mercado diversas opções de brinquedos. Para evitar danos ao sofá e outros móveis, já que naturalmente os gatos precisam afiar as unhas, Érika recomenda os arranhadores. Eles também gostam de ver o mundo de lugares altos, por isso prateleiras que permitam essa visão são muito apreciadas.
Contrariando os desenhos infantis, cães e gatos convivem muito bem juntos. No início pode haver um estranhamento, mas principalmente se forem filhotes, logo serão bons amigos.
Os felinos também são excelentes animais de estimação para crianças. "Como qualquer animal, caso se sinta ameaçado ele pode morder ou arranhar, por isso é recomendado que os pais supervisionem as brincadeiras e ensinem os filhos a respeitarem o gato, não apertando ou puxando rabo e orelhas", recomenda Érika.
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