Paisagem desértica e lunar
Jujuy - Passeio imperdível para quem está em Jujuy é visitar as Salinas Grandes, no altiplano argentino. Com 12 mil hectares de uma superfície branca como neve, o salar é tão encantador quanto o percurso até ele.
O acesso é pela RN-52, que leva ao Chile e sai da RN-9, em Purmamarca. São 126 quilômetros de estrada sinuosa, para subir 2 mil metros de altitude e chegar ao ponto culminante da montanha, a 4.170 metros acima do nível do mar, de onde se avista o Nevado de ChaÀi, o mais alto do pedaço, com 5.896 metros.
Mesmo com sol, o vento gelado em alguns trechos da estrada é quase insuportável e, à noite, a temperatura pode chegar a 30 graus negativos. Durante o verão, a atenção tem de ser redobrada por causa das chuvas. Também é comum cruzar com lhamas e vicunhas pelo caminho.
Depois de atingir o ponto máximo do zigue-zague, que marca o fim da Quebrada de Humahuaca, é preciso descer a 3.450 metros para chegar às salinas, com sua paisagem lunar e desértica.
Na altura do km 64 da RN-52, um galpão de pedra, onde são vendidas pequenas esculturas de sal, é uma das entradas da salina. É preciso ter cuidado: primeiro, onde se pisa, pois há água embaixo das camadas de sal e elas podem se romper; e depois, com o sol forte refletido na superfície branca, que pode provocar queimaduras. Dali são extraídos sal de cozinha sem iodo e lítio, um elemento usado em baterias. (L.N.)





