Pais também precisam se adaptar
''No primeiro dia em que deixei a Isabella na escola fiquei emocionada. Eu estava acostumada a fazer tudo para ela e a partir daquele momento outras pessoas iriam tocar, brincar e cuidar da nossa pequena''. Foi essa a sensação que a bancária Giovana Fraga, mãe de Isabella, de onze meses, sentiu no primeiro dia em que levou a filha para a escola. Ela admite que demorou mais para se adaptar com a nova fase do que a própria menina, que na época tinha apenas seis meses. ''Como Isabella era muito pequena, ficou bem desde o primeiro dia. Mas, mesmo assim, procurei buscá-la mais cedo na primeira semana'', afirma, ressaltando que procurou transmitir tranquilidade e segurança para a filha.
Para ela, é fundamental confiar na escola e na equipe de profissionais. ''Hoje o colégio é uma extensão da nossa casa'', define.
A bancária Juliana Rosseto Bonora também teve que deixar a filha Mariana, hoje com um ano e quatro meses, muito nova na escola. ''Tive que deixá-la no berçário com onze meses. Nos primeiros dias ela estranhou e chorou para entrar'', lembra a mãe, que entrava na escola e ficava aguardando até Mariana se acalmar. ''Mas ela não me via'', observa.
Juliana afirma que ligava algumas vezes no decorrer do dia para saber se a filha estava bem. ''Foi um processo difícil, mas hoje ela está muito adaptada, tanto que já aconteceu de não querer ir embora da escola'', vibra.
A coordenadora pedagógica Ana Paula Malvezzi Gois destaca que quanto menor é a criança mais fácil é a sua adaptação. Mãe de Beatriz, 6, Helena, 1 ano e 10 meses, e Levi, 2 meses, ela afirma que a adaptação dos filhos foi tranquila. ''A Beatriz e a Helena foram para a escola com quatro meses e o Levi também vai para o berçário com essa idade'', conta. (P.C.B.)





