Geniosa, mas não birrenta. É como a estudante de medicina veterinária Natália Basilio Marçal Silva define a filha Vitória, de 4 anos. Ela e o marido, o vendedor Vitor Manuel Gonçalves da Silva se concentram em falar a "mesma língua" com a menina e nunca voltar atrás no combinado, para evitar ataques de birra.

"A Vitória é insistente, quando quer algo fica pedindo várias vezes. Mas nunca se jogou no chão. Ainda bem, porque acho que eu sairia correndo de vergonha", diz a mãe.

Segunda Natália, antes de sair de casa eles combinam com a menina como será o passeio e o que ela poderá comprar. "Se ela pede duas coisas e o combinado foi uma, tem que escolher. Se é algo muito caro digo que não e já vou saindo de perto daquilo, para não dar tempo dela fazer birra. Adotamos essa estratégia desde que ela era bem pequena, quando começou a pegar as coisas sozinha nas prateleiras e tem dado certo", explica.

Natália conta que também não tem problemas em dizer "não", pois sabe da importância de educar bem a filha. "Às vezes ela pede brinquedos caros, principalmente porque viu na televisão. Digo que não posso comprar e pronto", afirma.

Apesar da idade, Vitória já tenta driblar os pais, fazendo o mesmo pedido para ambos quando recebe um "não" de um deles, que se empenham em reforçar a negativa. "Mas com avós e tios nem sempre funciona. Falo para eles não a mimarem, mas às vezes ela consegue o que quer, então já sabe para quem pedir." (E.G)

Imagem ilustrativa da imagem Pais em sintonia
| Foto: Foto: Celso Pacheco
Aos 4 anos, Vitória já tenta driblar os pais Vitor e Natália da Silva, fazendo o mesmo pedido para ambos quando recebe um "não" de um deles
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