''A maioria das livrarias ainda não vê as crianças como consumidores. Essa mentalidade precisa mudar''
Pais devem incentivar leitura
Para a pedagoga e professora de Educação Infantil, Mônica Maria Teixeira Figueirol, da Universidade Norte do Paraná (Unopar), os pais precisam motivar os filhos para a leitura. Esse incentivo, segundo ela, faz parte do gostar de ler. ''Na faixa entre os 2 e 3 anos, as histórias de faz-de-conta são importantes para ampliar o universo imaginativo da criança. Portanto, os pais devem ler e contar histórias infantis para os filhos, ressaltando que elas são encontradas nos livros'', recomenda.
A pedagoga diz ainda que é preciso sempre ter livros em casa à disposição da criança, mesmo antes de ela aprender a ler. ''O simples contato com o livro, ilustrações, figuras e fotos ajuda a promover o gosto pela leitura'', acrescenta. Outro recurso que os pais podem utilizar é a leitura icônica. ''Quando forem ao supermercado com o filho, pedir para ele pegar na prateleira, por exemplo, um determinado biscoito. Com isso, ele aprende a identificar diferentes ícones'', orienta.
Se o supermercado serve como incentivo à leitura, imagine uma livraria. ''É fundamental que os pais levem o filho regularmente às livrarias, deixem ele manusear e escolher o livro. Infelizmente, a maioria das livrarias ainda não tem um espaço reservado para o público infantil, com estantes mais baixas. Assim como o adulto, a criança deve pegar o livro e folheá-lo, ler o que está escrito na orelha da obra. O problema é que as livrarias ainda não vêem a criança como consumidora porque, geralmente, são os pais que compram o livro para os filhos. Essa mentalidade precisa mudar'', sugere Mônica Teixeira.
Ela lembra que a leitura melhora a oralidade, o vocabulário, a escrita, a organização mental e o conhecimento. ''A obra literária tem vazios que permitem ao leitor preenchê-los com sua imaginação, favorecendo a criatividade e a construção do mundo abstrato'', explica. (C.M) 1

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