Pais devem evitar as armadilhas educacionais
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Da Editoria 
A escolha de uma boa escola nunca foi e nem será uma tarefa fácil. Para não passar por desilusões e evitar colocar a educação dos filhos em risco, os pais precisam estar bem informados na hora de efetuar a matrícula.
O primeiro passo, em qualquer escola, é checar os documentos que garantem o funcionamento da instituição. Uma escola particular precisa, inicialmente, de um alvará expedido pela Prefeitura e de uma autorização de funcionamento com a chancela da Secretaria Municipal (no caso de escolas de educação infantil) ou da Secretaria Estadual de Educação (expedido pelo Núcleo Regional de Ensino).
''Estamos preocupados com o aumento do número de escolas irregulares na cidade. Muitos pais estão arriscando o futuro de seus filhos sem saber disso'', alerta Marco Antônio de Souza, presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná (Sinepe-NPR).
Segundo Souza, além da documentação básica, as escolas precisam oferecer um quadro de professores qualificado, um projeto pedagógico fundamentado, estrutura física adequada e autorização da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros, entre outras coisas. ''As escolas não oferecem essas regras básicas de ensino pois isso acarreta despesa maior. Por fim, acabam oferecendo um ensino de má qualidade a um preço convidativo, ludibriando os pais que desconhecem essas qualificações'', explica Souza.
Para tentar evitar a proliferação de escolas irregulares, o Sinepe - desde 2000 - conta com o projeto ''Escola Legal''. Trata-se de um selo de qualificação dado às escolas que possuem todos os pré-requisitos legais, propostos pelo Ministério da Educação e Secretarias de Educação do Estado e do Município. Uma equipe técnica designada pelo Sinepe realiza uma visita de avaliação na escola, e posteriormente emite o parecer confrontando com os tópicos de avaliação exigidos pelo projeto. A escola certificada recebe uma placa com os dizeres ''Escola Legal'' que é colocada em um lugar visível aos pais. O certificado tem validade de dois anos e, vencido o prazo, uma nova avaliação é feita pelo Sinepe. O sindicato também tem a autonomia de cassar a certificação se a escola não obedecer os critérios do projeto.
Apesar das ações do Sinepe e do rigor das fiscalizações por parte do Núcleo de Ensino e da Secretaria Municipal de Educação, a região de Londrina ainda conta com um número expressivo de escolas irregulares. ''Por isso, é preciso uma conscientização maior por parte dos pais na hora da matrícula. Os pais estão percebendo que escola não pode ser qualquer uma. Uma escola séria, compromissada, oferece uma educação mais aprofundada. E isso pode ser percebido na prática, vendo a evolução do próprio filho'', argumenta Souza.


