Os gêmeos Davi e Daniel, hoje com dois anos e nove meses, sempre foram muito agitados. Os pais ''de primeira viagem'' Giovanni Oliva e Priscila Aparecida do Vale, aos poucos foram percebendo que a inquietação dos filhos era excessiva e decidiram procurar ajuda. Há seis meses, foram diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e estão sendo medicados.
''Quando bebês chegavam a acordar cinco, seis vezes por noite. Às vezes acordavam gritando como se estivessem tendo um pesadelo'', lembram os pais, ressaltando que as crianças ''não têm parada''. ''Não podemos deixá-los sozinhos em nenhum momento. Eles pulam, correm, quebram as coisas, se machucam. Em alguns momentos são agressivos'', afirma Priscila.
Os gêmeos demoraram para andar e apresentam dificuldades na fala, o que despertou a preocupação dos pais. ''Conversamos com a pediatra e fomos encaminhados para o neurologista. Assim que foi diagnosticado o TDAH, procuramos estudar sobre o assunto e hoje entendemos um pouco melhor'', fala a mãe.
Os pais admitem que são muito ansiosos e que isso pode refletir nas crianças. ''Precisamos nos tratar para poder ajudá-los ainda mais'', considera Giovanni. Mas, com a introdução da medicação, algumas melhoras já foram percebidas. ''Eles dormem muito melhor e já conseguem parar para nos ouvir, olhar para a gente. Na escola, também perceberam uma evolução'', comemoram, acrescentando que pretendem continuar com o tratamento e pretendem colocar as crianças em algum esporte para que possam ''extravasar a energia''. (P.C.B.).


Imagem ilustrativa da imagem Pais comemoram resultados do tratamento
Davi e Daniel foram diagnosticados com TDAH e depois de alguns meses de tratamento já apresentam melhoras