Apesar de enfatizar que o uso de cosméticos em criança deve ser bastante restrito, o dermatologista Pedro Freitas Ribeiro reconhece que é difícil que os pais consigam manter os estojinhos coloridos e os esmaltes purpurinados longe das mãozinhas das meninas. E fala sobre isso com tanto conhecimento de causa quanto sobre as manifestações imunoalérgicas: o médico é pai de Maria Eduarda, de 5 anos, e Gabriela, de 3, duas lindinhas que insistem em ficar mais lindinhas.
  Sou muito rigoroso em relação à fotoproteção e isso elas já entenderam. Também consegui, depois de muita conversa, que evitassem a maquiagem. Mas estou sendo vencido em relação ao esmalte. As duas querem ficar bonitas como a mãe. Vão ao salão com ela e voltam com as unhas cheias de florzinhas.
Mais pigmento, mais riscos As duas são tão assíduas no salão quanto a mãe, a advogada Marcia Ferrante. Lá, Duda e Gabi, como são chamadas por todo o mundo no salão, são recebidas como princesas e ficam quietinhas enquanto uma das manicures pincela os desenhos.
  Mas o esforço do pai não é de todo em vão. Na dúvida entre dois esmaltes, Duda não vacilou: ‘‘Escuro meu pai não deixa de jeito nenhum. Só clarinho’’, afirmou, mostrando que entendeu que quanto mais pigmentos, maiores os riscos. (T.C./O Globo)

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