Outra fonte de angústia entre os adolescentes é a busca pelo padrão de beleza estabelecido pela mídia, que não corresponde à realidade da maioria das pessoas. Para canalizar essa ansiedade, os jovens acabam se rendendo ao consumismo exacerbado, esquecendo da importância de valores como a família, os amigos e a vida saudável. ''O consumismo também é uma droga'', analisa o presidente da Associação Brasileira de Adolescência.
Walter Marcondes Filho diz ainda que, atualmente, as pessoas associam o sucesso pessoal à capacidade de consumo e as consequências de todo esse contexto podem ser observadas na formação de crianças ''adultizadas'', que se vestem e agem de forma pouco apropriada para a idade. Outra preocupação dos profissionais diz respeito ao exagero no culto ao corpo, que pode ocasionar a prática errada de esportes e o abuso de substâncias como os anabolizantes.
O profissional que trabalha a questão do adolescente também deve estar preparado para lidar com o questionamento das figuras de autoridade, incluindo pais, professores, igreja e outras referências. ''É importante ser bom pai desde o nascimento, não adianta ser permissivo com a criança e depois tentar controlar o adolescente'', recomenda o especialista. Para ele, os profissionais precisam orientar os pais sobre os aspectos psicológicos da formação do ser humano desde a infância, para que eles possam entender o processo de crescimento dos filhos. (Da Redação)

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