O mercado oferece ovos de Páscoa para todos os tipos de consumidores, desde os diabéticos aos que fazem dieta, e até os mais naturalistas. No entanto, muita gente esbarra na falta de informações e acaba abusando no consumo de chocolate.
De acordo com a nutricionista Karina Barros (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres, Diet e Light (Abiad), o chocolate dietético foi desenvolvido para diabéticos que não podem ingerir açúcar, sendo substituído, nesses casos, por adoçantes artificiais. "Porém, o valor calórico de um ovo de chocolate diet permanece alto devido ao teor de gordura aumentado", afirma Karina.
Qualquer alimento rotulado light deve conter redução de pelo menos 30% de algum nutriente, seja caloria, açúcar, gordura, sal, entre outros. Karina adverte que devemos prestar atenção nos rótulos para termos certeza de que realmente a redução foi no valor calórico. "Além disso, se a porção ingerida for alta, o valor calórico será equivalente a uma porção de chocolate convencional. Um pedaço de 30g de chocolate contém aproximadamente 150 kcal e pode ser ingerido de 2 a 3 vezes por semana sem correlacionar-se ao aumento do peso corporal", ressalta.
Existem diversos tipos de chocolate no mercado. Contudo, as opções de ovos de chocolate com menor adição de açúcar e sem acréscimo de recheios e nutrientes como leite condensado, amendoim, entre ou­tros, contam com uma maior concentração de cacau e, portanto, são mais indicados para quem não quer ganhar peso extra. "Diversos estudos demonstram os benefícios à saúde na ingestão de chocolates que contenham acima de 50% de cacau devido a sua função antioxidante. Todavia, temos que lembrar que o chocolate é um alimento calórico e deve ser ingerido em quantidades moderadas", alerta.
Os ovos alternativos com adição de alfarroba ou soja não costumam reduzir o valor calórico. "Prefiro preservar o sabor do chocolate, optando por uma maior concentração de cacau, e persistir na quantidade ingerida; optar por ovos com maior quantidade de cacau e controlar a quantidade consumida (aproximadamente 30g por porção)", argumenta a nutricionista.

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