Uma camisola especial, um vinho na geladeira, o prato predileto dele. ‘‘Para manter acesa a chama do amor, é preciso que no dia-a-dia os casais criem situações prazerosas e de paixão’’ diz a psicóloga clínica Patrícia Helena Napolitano Ramos. Para se manter, o casamento precisa de outros temperos que vão além da paixão inicial’’ acrescenta.
Também professora de psicologia e coordenadora de pós-graduação em Aconselhamento Familiar, Patrícia acredita que os casados, hoje, ‘‘podem ser eternos namorados.’’ Ela considera que as constantes mudanças sociais e culturais vêm imprimindo um caráter descartável às relações, no sentido de que se não der certo com aquela pessoa, eu troco’’, exemplifica.
Atualmente, segundo ela, quando começam seus relacionamentos, adolescentes ‘‘ficam’’, para depois namorar. ‘‘Ficar’’, observa, ‘‘não exige compromisso, é o envolvimento do prazer momentâneo. Como vão aprender que o relacionamento entre um homem e uma mulher requer um compromisso que é duradouro?’’
Para ela, compromisso envolve outras questões, entre elas, a responsabilidade por si próprio e pelo outro, no sentido de cuidar, de atender, de dar carinho.
Na visão da psicóloga, ser eterno namorado é ter com o parceiro intimidade, companheirismo, cumplicidade, cuidado, respeito pelo outro. Ainda conforme Patrícia, ser pai, mãe e filho é um referencial, uma relação que é para sempre. O casamento, ao contrário, acontece por escolha. ‘‘A relação, neste caso, é frágil e tem que ser cuidada’’, frisa. (V.A.P.)

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