A beleza não é o único apelo das pedras encontradas em solo tupiniquim. Segundo lendas e crenças místicas, cada uma delas têm diferentes poderes terapêuticos e espirituais. Confira abaixo alguns exemplos. Os dados são do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos – IBGM.
Citrino
O quartzo chamado citrino varia do amarelo pálido ao dourado profundo e deve sua cor a traços de ferro em sua composição química. Também conhecida como pedra da fortuna e flor do sol, é encontrada sobretudo no Rio Grande do Sul. Ao emanar energias associadas ao equilíbrio e à compreensão, o citrino é a pedra ideal de quem procura afinar-se com os novos tempos, marcados pela constante necessidade de se comunicar com pessoas de diferentes culturas e etnias. É a gema dos nativos do mês de novembro. Os antigos acreditavam que o citrino favorecia o bom funcionamento dos rins, do sistema digestivo e do coração. De acordo com a lenda, era usado na regeneração da pele e como desintoxicante físico e mental. Hoje, acredita-se que a pedra reduz os impulsos auto-destrutivos e traz alegria e espiritualidade.
Água-Marinha
Símbolo do astro lunar, com seus poderes sobre os oceanos, e também do signo de peixes, a água marinha tem delicada coloração azul celeste e é associada à capacidade mística de transcendência. A astrologia atribui ao dono de uma água-marinha a capacidade de enfrentar as dificuldades com o espírito sereno.
Apesar de ter sido descoberta em Madagascar, atualmente o maior produtor mundial da pedra é o Brasil, com jazidas em Minas Gerais, Paraíba, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Bahia. Por suas lendárias propriedades mágicas na cura de males digestivos, os antigos romanos talhavam águas-marinhas em formas de taças purificadoras dos líquidos que tomavam. Os místicos acreditam que as pessoas que usam água-marinha partilham dos ritmos da natureza e que nenhuma outra gema tem o dom de inspirar semelhante sensação de bem-estar com o mundo.
Ametista
Utilizada desde tempos imemoriais por reis e bispos, a Ametista é a pedra da espiritualidade. Diz-se que agiliza o raciocínio e facilita a extra-sensorialidade de quem a leva consigo. Lapidada em forma de coração, simboliza o amor verdadeiro e pode ser oferecida aos noivos como voto de perpétua felicidade conjugal. Os magos medievais receitavam elixires contendo ametista para curar os males da alma. Recentemente, atribuiu-se à gema a capacidade de aliviar dores de cabeça e de dente, bem como a de proteger contra venenos, insônia e embriaguês.
Os melhores espécimes da pedra – composta por quartzo e ferro – são encontrados no Rio Grande do Sul e no Pará. Na mitologia grega, Baco, o Deus do Vinho, desprezado pelos mortais, jurou enviar tigres contra a primeira pessoa com quem se deparasse. Foi a bela Ametista, a caminho do templo de Diana, quem primeiro passou. Vendo sua devota ser atacada pelas feras, Diana a transformou num cristal. Baco quis se redimir e derramou sobre ela, em oferenda, grande quantidade de vinho. Foi assim que, conforme a lenda, a ametista adquiriu sua cor púrpura.
Turmalina
A turmalina pode ser encontrada em todas as cores do arco-íris, principalmente nos estados de Minas Gerais e Bahia. A Verdelita é a variedade mais lembrada quando se fala na pedra, mas existem muitas outras. A mais valiosa é a Rubelita, que varia do rosa ao vermelho, e até o século XVIII era confundida com o rubi.
Utilizada no apoio ao tratamento do sistema endócrino e no fortalecimento dos dentes e ossos, a turmalina conta ainda com propriedades magnéticas que levam ao relaxamento quando a gema é esfregada nos pontos de tensão com um pano de seda. Para muitos, a pedra representa a fortuna, podendo desviar fluidos negativos ou neutralizar os bloqueios internos. Os alquimistas a associavam à Pedra Filosofal divido a suas qualidades eletrotásticas.
Peridoto
Também conhecido internacionalmente como olivina, devido à sua cor verde-oliva, o peridoto é produzido em Pernambuco e Minas Gerais. Também pode ser encontrado nas cores verde-esmeralda, amarelo-esverdeado e marrom. Considerada a gema do mês de agosto, está ligada ao signo de leão e era usada, no Antigo Egito e pelos Astecas, como calmante e purificador.
Os romanos usavam a pedra para espantar o terror, os encantamentos e a melancolia. Além disso, acredita-se que ela ajuda na digestão, combate úlceras e inflamações do intestino, acalma as emoções, protege contra os maus espíritos da noite e ajuda na visão.

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