Os riscos de uma vida virtual
Embora exista a possibilidade de comercializar produtos e serviços dentro do Second Life, a maioria das pessoas que participa do jogo está à procura de diversão. Mas esse objetivo também oferece riscos.
Segundo a psicóloga Simone Martin Oliani, o grande atrativo do jogo é poder fugir do mundo real e tornar a vida mais prazerosa. ''A jogador pode montar seu personagem da maneira que gostaria de ser no mundo real: magro, alto, loiro. Até a personalidade se altera. No Second Life, o usuário pode ser mais comunicativo por exemplo, escondendo a timidez na imagem do avatar. É uma forma de se esquivar dos problemas reais'', diz.
Para ela, essa fuga, aparentemente interessante, pode afastar ainda mais a pessoa da vida real e levar a frustrações. ''Por isso, há casos de usários que deixam de sair com amigos de verdade para ficar horas no computador com amigos virtuais. Mas essas amizades nunca se aprofundam, não acrescentam nada. Com o tempo, é possível que o jogador encontre dificuldade de se relacionar com pessoas reais'', alerta.
E mesmo a facilidade de adquirir bens como casas e carros pode ser uma vantagem arriscada. ''Existem duas possibilidades: o jogador deixa de valorizar o que tem no mundo real ou passa a se sentir frustrado por não conseguir realmente aquilo que possui no virtual. Outro risco é a facilidade de comprar drogas e manter relações sexuais de maneira inconsequente no Second Life. Isso poderia contribuir para a falta de preocupação e ética na vida real, principalmente entre os adolescentes'', questiona.
A psicóloga lembra que para participar desse tipo de jogo on-line é preciso ter equilíbrio. ''O problema está quando a pessoa começa a se afastar da família e do convívio social por causa do jogo.'' (H.F.)





