Com a maior liberdade sexual ocorrida nos últimos 30 anos em todas as camadas sociais, a orientação sexual, assim como o conhecimento dos métodos contraceptivos, tornou-se fundamental. No entanto, é importante que tais métodos sejam detalhadamente explicados para os casais, pois a decisão final cabe a eles. A afirmação é do ginecologista Paulo Giraldes, clínico do hospital israelita Albert Eistein.
Segundo ele, antes de o médico indicar algum método contraceptivo, devem ser feitas avaliações ginecológica e ultra-sonográfica, com estudo dos antecedentes clínicos e familiares do casal (principalmente da mulher), pois existem situações que impedem o uso de determinados tipos de contracepção. ''Atualmente, há uma grande diversidade entre os métodos existentes. Entre os classificados como naturais, podemos citar o coito interrompido, a tabelinha, o preservativo e o muco cervical'', enumera.
O ginecologista observa que existem anticoncepcionais específicos para cada caso: para mulheres que apresentam excesso de acne, TPM ou maior retenção de líquidos e para aquelas que só desejam a anticoncepção. De acordo com ele, os métodos descritos abaixo devem ser usados apenas como anticoncepcionais e não como meios de suspensão da menstruação, importante para a saúde da mulher e, muitas vezes, para o diagnóstico de patologias ginecológicas e extra ginecológicas.
q Pílulas
A anticoncepção oral hormonal é feita através da combinação do estrógeno e da progesterona. Este método teve um grande impulso nos últimos anos, e as mulheres sempre procuram a menor dosagem de estrógenos e o melhor progestágeno que seja capaz de inibir a ovulação. Há ainda as minipílulas compostas somente de progesterona. Seu uso é contínuo e são utilizadas principalmente durante a amamentação. O que varia nos anticoncepcionais orais é o tipo de progesterona utilizada, já que o estrógeno é o mesmo em todas elas.
q Anel vaginal
Recentemente lançado no Brasil, apresenta composição semelhante às pílulas. Funciona através da inserção na vagina onde deve permanecer por três semanas, sendo então retirado e inserido um novo anel após sete dias. Seus efeitos colaterais são menores que o dos anticoncepcionais orais. Em alguns casos, ele sai espontaneamente durante a relação sexual. Neste caso, é preciso que ele seja novamente inserido em um período de até seis horas.
q Contracepção de Emergência (Pílula do Dia Seguinte)
A contracepção de emergência é usada quando ocorre uma relação sexual desprotegida na época da possível ovulação. Para isso, utiliza-se um progestágeno ou uma combinação de estrógenos e progesterona, que deve ser tomado até 72 horas após o coito suspeito.
qImplante de Progesterona
Os implantes de progesterona atuam inibindo a secreção de LH (responsável pela ovulação) e também sobre o muco cervical, endométrio e trompa. Sua eficácia é semelhante ao dos anticoncepcionais orais, além de melhorar a TPM e diminuir o fluxo menstrual (pode levar a parada das menstruações em 80% dos casos).
qDIU (Dispositivo Intra-Uterino)
Os dispositivos intra-uterinos (DIU) são inseridos pelo médico durante a menstruação e tem uma ação local com relação à anticoncepção. Podem ser de dois tipos: os DIUs de cobre e os DIUs de Progesterona. Os DIUs de progesterona têm uma ação local sobre o útero, ocorrendo uma liberação lenta de progesterona que leva a uma atrofia do endométrio e ao espessamento de muco cervical, alterando a função tubárea e a motilidade dos espermatozóides. Em 88% das usuárias ocorre uma diminuição do fluxo menstrual e 20% das mesmas deixam de menstruar. (Da Redação)

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