Os líderes da preferência
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Apesar da crescente busca por outros idiomas, motivada pela globalização que une todos os continentes, os mais procurados ainda são o inglês e o espanhol. Entre os dois, a língua inglesa - indiscutivelmente - lidera o ranking e se destaca como o idioma mais estudado em todos os cantos do Brasil. Dominar o inglês já não é mais um diferencial, mas uma necessidade.
''As pessoas estudam inglês por exigência profissional e realização pessoal'', afirma Ana Cláudia Leão, diretora da Wizard Centro, em Londrina. Ela destaca que dos 1.408 alunos matriculados atualmente, 80% procuraram a escola interessados no curso de inglês. ''Verifica-se que quem tem o inglês fluente ganha 35% a mais do que os demais profissionais e arruma emprego duas vezes mais rápido. O contato com a língua está acontecendo cada vez mais cedo'', constata a diretora, acrescentando que a Wizard Centro atende crianças a partir dos três anos. ''Mas temos um curso da ''Melhor Idade'' com alunos de até 80 anos. Existe procura de todas as faixas etárias'', salienta.
Segundo Luciano Marson, diretor do Instituto Haward de Londrina - que oferece inglês para adultos em cursos de 18 meses - a procura pelo idioma cresceu ainda mais nos últimos anos. ''70% dos alunos chegam à escola bem focados. 50% são universitários e 50% profissionais que atuam em diferentes segmentos do mercado'', calcula.
A escolha de outros países como destino das viagens de férias também registra crescimento, o que, para Marson, incentiva as pessoas a aprenderem o inglês. ''O idioma está por toda parte. Não tem como fugir. E as pessoas estão cada vez mais informadas e conscientes da necessidade de se aprimorar. Por isso, a tendência é de a procura pelos cursos aumentarem ainda mais'', opina.
A diretora da Wizard Centro acrescenta que apesar do ''boom'' do inglês, o interesse pelo espanhol está crescendo gradativamente. ''É o segundo idioma mais procurado. Também é utilizado no mercado de trabalho e nas universidades'', diz Ana Cláudia, orientando que as pessoas estudem um idioma de cada vez. ''O aprendizado é melhor'', justifica. Mas, caso seja necessário, ela sugere iniciar um curso e depois de um ano começar outro.
Independentemente do idioma, uma coisa é certa: para ter um bom aproveitamento é preciso estudar em casa. ''Só a sala de aula não é suficiente; 75% do aprendizado depende do aluno'', observa Ana Cláudia.
A gestora de Recursos Humanos (RH) Adilséia Soriani Batista, que atua na área há 27 anos, informa que atualmente 80% das profissões exigem o conhecimento de uma segunda língua. ''E o inglês é universal. Contribui para um melhor desenvolvimento profissional e para conquistar novas oportunidades'', afirma.
Ela acrescenta que ter conhecimento de espanhol, por sua vez, facilita bastante a relação com os países vizinhos. ''O inglês e o espanhol são os idiomais mais procurados e exigidos pelo mercado de trabalho. E os cursos estão mais acessíveis, o que é muito positivo'', pontua.


