Imagem ilustrativa da imagem Os jardins de Monet
A rua de Giverny ganhou o nome do morador ilustre



"Isso é incrível, não existe outra cidade igual no mundo, nunca existiu", diz a voz masculina. "Até parece que você nunca veio aqui", retruca a mulher. "Eu não venho o suficiente, esse é o problema", reclama o homem no diálogo inicial de Meia-Noite em Paris, filme de Woody Allen. O casal, claro, falava sobre Paris, mas quando os atores aparecem, eles estão na Ponte Japonesa, nos jardins idealizados pelo pintor impressionista Claude Monet.
Durante mais de 40 anos, de 1883 até sua morte em 1926, Monet viveu em Giverny, cidade a 75 quilômetros de Paris e que proporciona um passeio de um dia dos mais inesquecíveis. Ali o pintor, com apreço pela jardinagem, criou dois jardins que serviram de inspiração para suas telas e que até hoje atraem turistas das mais diversas nacionalidades. O passeio inclui a visita aos jardins, um deles o jardim das águas, no qual estão os famosos lírios d´água. As flores foram retratadas na obra Les Nymphéas, expostas no Musée de l’Orangerie, em Paris.
Há ainda o jardim da casa, o Clos Normand, lindíssimo em pleno outono, imagine durante a primavera (o auge é em maio). Sorte do turista em tempos digitais, que conta com muito espaço de memória na câmera ou no smartphone para retratar a grande variedade de flores. Impossível não querer retratar todos os tipos e todas as cores. Já na casa de Monet, o visitante pode circular por todos os ambientes desde a sala com vários de seus trabalhos aos quartos e a colorida cozinha. Tudo tão autêntico que deixa o visitante com uma certa intimidade com o pintor.
Claude Monet nasceu em Paris, em 1840, e ainda criança foi morar com a família na Normandia. Só voltaria à capital francesa para estudar pintura com quase 20 anos. Ao lado de Camille Pissarro e Gustave Coubert, desenvolveu as pinceladas que deram origem ao impressionismo. O movimento artístico, que também elenca nomes como Degas e Renoir, foi batizado em um crítica ao quadro "Impressão, nascer do sol".
Quem tem um dia extra em Paris (ou que já visitou a Cidade Luz outras vezes), não deve perder a oportunidade de ir até os jardins de Monet. A viagem dura pouco mais de uma hora (entre trem e ônibus), então, quem sai de manhã de Paris, consegue voltar para o pôr do sol. Para almoçar em Giverny, dá para escolher entre lanchonetes e restaurantes ao redor da Casa de Monet, como o Les Nymphéas, que ganhou o nome da obra famosa.
Para o turista que fica inspirado em montar o próprio jardim, as lojinhas na vizinhança têm várias opções de sementes para vender. Assim como também há uma infinidade de produtos com as pinceladas de Monet estampadas em sombrinhas, cadernetas e afins.
Giverny ainda conta com o Museu Impressionista, que fica entre o ponto de ônibus e os jardins de Monet. Serve como um aperitivo para a visita que vem a seguir e ainda pode ser uma boa opção se a fila para a Casa de Monet está muito longa. Comprando o ingresso do Museu, o turista ganha o direito à uma entrada lateral dos jardins.


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O Jardim das Águas e a ponte japonesa: obra viva de Monet
Imagem ilustrativa da imagem Os jardins de Monet
A casa do pintor impressionista aberta ao público durante sete meses por ano
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Para os visitantes, a palavra de ordem é fotografar os mínimos detalhes
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Tulipas no Clos Normand: as flores se revezam durante o ano no colorido do jardim
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Detalhe da Ponte Japonesa eternizada nas telas de Monet

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