A sofisticação dos mármores italianos e o romantismo das pedras que revestem os castelos da Europa antiga não precisam ser apenas um sonho de quem está construindo. Atenta a este desejo de consumo, a indústria cerâmica tem investido na produção de peças que imitam esses materiais, ou que fazem uma releitura do período histórico que eles representam. São os porcelanatos, cujo prestígio e credibilidade só aumentam.
Além da durabilidade e da resistência, o porcelanato traz ainda uma preocupação com a preservação do meio ambiente. Segundo matéria recente publicada na revista Arquitetura & Construção, ele foi considerado amigo da natureza, pois seu processo de fabricação usa menos água que a cerâmica tradicional. Ele é também o mais cotado para substituir, pelo menos em parte, os mármores e granitos que correm o risco de se tornar raros.
A designer de interiores Kátia Costa admite que, apesar da resistência inicial na adoção do produto pela falta de informações sobre o uso correto, teve que se render à ''beleza sem limites'' do porcelanto. Ela não esconde sua preferência pelos rústicos, que garantem a aparência do mármore envelhecido e inspiram texturas étnicas.
De acordo com Kátia, por não ser poroso e possuir proteção antideslizante, o porcelanato possibilita o uso em áreas externas com segurança. Outra vantagem apontada por ela é o acabamento monocalibre das peças que dispensam o uso de rejuntes, facilitando a manutenção dos ambientes. Segundo a arquiteta Jeise Carvalho, diferente das pedras, esses pisos não exigem o uso de produtos fortes na limpeza, como os ácidos, evitando, por exemplo, a contaminação da água da piscina.
As duas profissionais afirmam que, apesar das inúmeras vantagens, esses pisos industrializados não concedem o clima de aconchego característico dos elementos da terra. Mas Jeise argumenta que eles permitem a combinação com outros materiais, como a madeira, garantindo ''calor'' ao ambiente.
Jeise e Kátia alertam que, apesar da ''fidelidade'' da imitação das pedras, a escolha desses pisos deve ser criteriosa para não cair no mau gosto. Basta ter calma, pois há opções disponíveis no mercado para atender a proposta do projeto e o bolso do cliente. n

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