O técnico em eletrônica e áudio Edson Hiratami, sócio-proprietário da Zippang, em Londrina, diz que com R$ 5 mil e uma televisão de 29 polegadas é possível ter um ótimo home theater em casa. ''Não é o tamanho da tela, mas a qualidade do som (efeitos) que garante a atmosfera, o clima de cinema''.
Na montagem de uma boa sala de cinema, segundo ele, é preciso privilegiar a distribuição dos pontos de som na sala. A altura das caixas deve respeitar a localização do ambiente e a altura da tela em relação ao ponto de audição. As peças mais caras são o projetor de vídeo e a tela. Entretanto, Edson tranquiliza dizendo que as marcas de DVDs que se encontram no mercado possuem recursos necessários para a transmissão de qualidade.
Os equipamentos disponíveis, segundo ele, superam a qualidade de som oferecidos pelos cinemas no Brasil. O efeito ideal exige um receiver amplificador e um conjunto de caixas de som de boa qualidade. No sistema dolby digital, mais usual na atualidade, o som é dividido em 5.1 canais, ou seja, em cinco pontos diferentes de localização de aúdio mais uma região de sons sub graves (subwoofer). São duas caixas frontais, colocadas à direita e à esquerda da tela, uma caixa central e mais duas caixas de efeitos (surrounds) colocados no alto na parte detrás da sala (à direita e à esquerda).
As caixas importadas, de acordo com Edson, custam entre US$ 2,6 mil a US$ 10 mil. Pela experiência que adquiriu trabalhando com som automotivo, o técnico está produzindo o conjunto completo de caixas (5.1) por R$ 2.900,00. Ele garante que a qualidade de som é superior ao dos cinemas da cidade. Para Edson, os sistemas de home theater, tipo HTB, disponíveis no mercado melhoram muito pouco o som produzido pela TV.

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