A modificação da maneira de viver das famílias é algo que vem acontecendo desde o fim da Revolução Industrial. Com isso, houve a necessidade das mulheres também participar do sustento de casa.
''Em breve, porém, as desvantagens e as injustiças salariais, por serem mulheres, foram provocando um comportamento político que, até então, não tinha espaço. Num curto espaço de tempo, vinte anos mais ou menos, as mulheres comprovaram sua eficiência e capacidade, embora ainda não conseguissem a valorização de seu trabalho em comparação aos homens. Adquirida a consciência de cidadania, o desenvolvimento e o envolvimento do número de mulheres tanto na política quanto no trabalho só tendem a crescer'', contextualiza a psicoterapeuta Sonia Vaz.
No ambiente de trabalho, é comum as pessoas acharem que mulheres são mais emotivas e afetuosas que os homens. Segundo a ciência, isso não passa de um ledo engano, de crendice. ''Tanto homens quanto mulheres se utilizam das mesmas funções psíquicas: pensamentos e sentimentos, que são racionais; e sensação e intuição, que são irracionais. Dentro disso, as pessoas variam na utilização quantitativa de uma ou de outra (função) devido às circunstâncias de seu desenvolvimento em relação ao meio'', afirma Sonia.
Já as diferenças administrativas entre homens e mulheres existem. Segundo a psicoterapeuta, enquanto eles focam em manter sua autonomia, elas se voltam para a criação de conexões. ''Devido à sua situação de subjugação, a mulher desenvolveu maior empatia, tolerância e capacidade de interpretar e lidar com os sentimentos dos outros. Essas competências são bem utilizadas na gestão empresarial e são responsáveis por grande parte de seu sucesso,'', avalia Sonia Vaz. (E.S.)

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