Uma das plantas medicinais mais estudadas atualmente é a babosa, também conhecida como aloe vera. Sabe-se que seu uso é milenar, e ela pode ser encontrada em todo mundo, fazendo parte da cultura popular. A qualidade do solo é que vai determinar a presença de maior ou menor quantidade de nutrientes. Os especialistas enumeram mais de 300 espécies de babosa, no entanto, nem todas podem ser ingeridas.
O uso popular dessa planta, geralmente, é in natura. Entretanto, o gel retirado da folha da babosa in natura oxida rapidamente, tomando uma coloração escura. Em contato com o oxigênio, a planta vai perdendo progressivamente o princípio ativo. Para que isso não ocorra, o ideal é o uso da babosa estabilizada, cuja ação é duradoura. A médica pediatra carioca Célia Maria Guedes de Araújo, especialista em medicina ortomolecular, estuda as propriedades dessa planta medicinal e prescreve o uso da babosa estabilizada há alguns anos. Segundo a médica, a babosa é uma planta com inúmeros benefícios. ‘‘O princípio ativo da aloe vera é rico em minerais, aminoácidos essenciais, enzimas, vitaminas (inclusive a B12). Por ser rica em aminoácidos, serve como nutriente’’, informa. Outra característica da ação da babosa é desintoxicante.
A especialista reforça a tese da ação desintoxicante da babosa com o caso de uma jovem do Rio de Janeiro contaminada por alumínio, com a pele mudando de coloração. Através do exame de mineralograma foi comprovada a contaminação e tratada com babosa estabilizada, tendo efeitos imediatos, pois a cor da pele voltou ao normal rapidamente e os níveis de alumínio no organismo diminuíram progressivamente. ‘‘O metal pesado bloqueia as enzimas; com o uso da babosa a situação do metabolismo desiquilibrado é revertida’’, explica.
‘‘Dentre as propriedades da babosa destaca-se sua ação no funcionamento da flora intestinal, como estimulante do sistema imunológico, aumentando a resistência às infecções de quem a está utilizando. Quem sofre com resfriados constantes e sinusite, com o uso da babosa consegue diminuir a frequência desses males’’, garante a especialista. Além dessas propriedades, pode-se enumerar ainda a ação da aloe vera como cicatrizante da pele e mucosas, pois age interna e externamente, e ainda apresenta resultados imediatos nos casos de gastrites.
No caso da presença da aloe vera em xampus, a médica Célia Araújo afirma que a concentração do produto é muito baixa e, consequentemente, a ação é ineficaz. Ainda como uso tópico, a babosa é utilizada em casos de queimaduras e cicatrizante.
A médica Célia Araújo observa que a aloína, substância encontrada na casca da aloe vera, possui um teor tóxico e pode provocar gastrite e até úlcera. ‘‘A aloína é agressiva para determinadas pessoas, como gestantes, lactantes e crianças. O uso contínuo da babosa in natura pode provocar grande irritação no estômago e intestino’’, alerta.
De acordo com a médica, a aloína está sendo muito estudada atualmente, pois acredita-se que seja benéfica no tratamento do câncer. ‘‘A babosa tem propriedades completas, pois nutre e equilibra o organismo e estimula a renovação celular, promovendo a recuperação dos tecidos mais rapidamente. Ela age no indivíduo, trazendo equilíbrio interno’’, complementa.

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