Os 100 anos do sutiã
Existem muitas formas de chamá-lo: corpete, sutiã, sustentador, bra. E também, nos seus 100 anos de existência, há mil formas, cores, texturas, desenhos e funções, sempre aliadas à beleza e à moda feminina. O corpete foi criado em 1907 pelo estilista Pierre Poiret, amigo de Coco Chanel, que traçou os primeiros desenhos. Batizado de Soutien Gorge, o corpete de Poiret era uma delicada peça de algodão, algo assim como lenços com cordões amarrados no busto.
O primeiro bustier célebra foi o Kestos, criado por Rosalind Klin, nos Estados Unidos. Foi um furor, o que levou as mulheres a comprá-lo em debandada. A partir de 1930, a indústria têxtil começou a desenhar outros modelos com diferentes materiais. A moda pedia mulheres com seios maiores e era preciso resolver isso de qualquer maneira.
Em 1953, a companhia Warner lançou no mercado corpetes meia-taça. Era a época dos vestidos justos, e os corpetes com bojo aumentavam as curvas e salientavam os seios. O pós-guerra convidava as mulheres a ser sensuais outra vez, e o boom dos meia-taças com armação, altos, com costuras deixavam o busto pontiagudo e proeminente.
Mas, o movimento hippie e o feminismo dos anos 70, que buscavam a paz no mundo, lançaram uma guerra contra o sutiã. Nessa época, ser livre e não ter ataduras de nenhum tipo (inclusive no corpo) era uma ordem. E as mulheres deixaram de usar sutiã, considerado símbolo da opressão feminina.
Nos anos 80, eles voltaram com tudo. Apareceram os sutiãs mágicos (push up) que permitem aumentar o seio com as formas naturais da mulher. Nos anos 90, o que marcou foi o surgimento do silicone. Porque a questão era, e ainda é, ter peito para mostrar, com ou sem roupa. Fonte: Alicia Ferrari/Site Terra





