Operação de guerra
Operação de guerra
Logo que ficou grávida do segundo filho, a jornalista Denise Ligmanovski começou a pensar em colocar Matheus, 2 anos, no berçário. Eu não queria esperar o outro nascer para depois tomar essa decisão, pois tinha receio que ele pudesse interpretar a mudança como uma perda de espaço, de atenção, conta Denise. Depois de muito procurar e encontrar um berçário que melhor correspondia às suas expectativas, Denise e marido, Moacir Azalin Pereira, começaram a se preparar para o primeiro dia do filho na escolinha.
Para minimizar a dor da separação, o casal lançou mão de várias estratégias. Primeiro, eu convidei e paguei para a atendente do berçário vir até minha casa e brincar com o Matheus. Ela veio três vezes e ficou algumas horas brincando com ele. No primeiro dia, nós deixamos ele nos braços dessa atendente. Como ele é mais apegado a mim, decidimos que quem o levaria à escola seria o pai. O esquema funcionou, pelos menos, no começo. No primeiro dia, ele ficou numa boa no colo da atendente que tinha ficado com ele em casa, lembra Moacir, Mas, nos dias seguintes, ele fez um pouco de manha.
Uma semana depois, Denise resolveu levá-lo à escola para ver como o filho reagia. Não deu outra, ele abriu a boca. Mesmo com muita dor no coração, me mantive firme e não desisti. Na segunda vez que fui com ele, a reação foi completamente diferente. Não chorou e nem sequer me deu tchau. Aos poucos, ele está se acostumando, mas não é fácil. No começo ficamos sem saber direito o que fazer, como nos comportar diante da situação, conta Denise Ligmanovski. (C.M.)





