Um novo tratamento para degenerações ósseas artrite e artrose começa a ser empregado com sucesso no Brasil. Desenvolvida na Alemanha e disponível apenas em oito clínicas brasileiras entre elas, uma londrinense a Pulsed Signal Therapy (PST) vem proporcionando uma melhora de 70% nos pacientes tratados, diminuindo a intensidade e a frequência das dores e devolvendo a mobilidade às articulações atingidas pela doença.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a artrose atinge mais da metade da população adulta com idade superior a 40 anos. Após os 70 anos, cerca de 70% das pessoas apresentam evidências clínicas ou radiológicas da doença, e de 30% a 50% sofrem cronicamente. Não é surpresa, portanto, que ela seja responsável por 7,5% dos afastamentos do trabalho e ocupe o quarto lugar no ranking das aposentadorias por invalidez.
O médico ortopedista Leopoldo Hoffmann Storti, que trabalha com a PST desde dezembro, explica que o problema é resultado do processo natural de envelhecimento. Segundo ele, a doença será mais ou menos intensa dependendo da genética e dos traumas decorrentes do trabalho e do esporte. ''Tanto a vida sedentária quanto exercícios em excesso são agravantes. O ideal é atividade física de baixo impacto, como caminhada, natação e hidroginástica, que protegem as articulações contra os fenômenos da degeneração'', recomenda.
A artrose é diagnosticada por exames clínicos, raios-x, tomografia e ressonância magnética. Já a artrite, degeneração de fundo reumatológico que pode deformar as articulações dos pés e das mãos e coluna cérvico-lombar, é detectada por meio de exames de sangue e raios-X. Segundo Storti, antes da PST as doenças eram tratadas somente com fisioterapia, medicamentos antiinflamatórios, corticóides, cirurgias e, como último recurso, colocação de próteses.
''A nova terapia veio para ajudar no tratamento, evitando as cirurgias ou retardando-as o máximo possível para que o paciente tenha qualidade de vida'', diz o médico. É bastante eficaz nos graus 1 e 2 da doença, tem boa resposta no grau 3, mas não é indicada para o grau 4. ''A PST é um tratamento de prevenção para que a doença estacione e regrida'', esclarece o médico. Na Alemanha, onde a técnica já está amplamente difundida, a seleção olímpica e o time de futebol Bayer de Munique usam o aparelho rotineiramente para evitar artrose precoce. Indolor O aparelho funciona emitindo ondas magnéticas que estimulam a regeneração da cartilagem em locais específicos. A terapia baseia-se no princípio de que cada articulação em movimento gera ao seu redor um campo eletromagnético fundamental para a auto-regeneração dos tecidos. Nas pessoas afetadas por artrose, inflamações, traumas e lesões articulares, esse campo é distorcido, perdendo muito de sua capacidade natural. Por meio de um tênue campo magnético pulsante, a PST reproduz os impulsos elétricos gerados pelo organismo sadio, fazendo com que as células voltem a funcionar como em seu estado normal.
O tratamento é indolor, não invasivo, sem efeitos colaterais e de fácil aplicação. O número de sessões depende do local a ser tratado: varia de 9 (coluna, joelhos, mãos, cotovelo, pescoço, calcanhar ou tornozelo) a 12 (quadris ou ombros). As sessões duram uma hora e devem ser feitas diariamente. Interrupções por até um dia podem ocorrer, desde que pelo menos três sessões tenham sido realizadas.
Segundo Storti, os resultados são percebidos entre a sexta e a oitava semana após a conclusão do tratamento; já a evolução da melhora se estende até o sexto mês. O efeito analgésico, porém, costuma acontecer já nas primeiras aplicações. Por se tratar de tecnologia de ponta, a terapia PST ainda não é coberta pelos planos de saúde. ''É o que há de mais moderno para o tratamento da artrite e não só no Brasil, mas no mundo'', observa ele.

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