Gerenciar as dificuldades, com controle e planejamento, é a melhor forma de evitar frustrações. Quem ensina é a empresária Maria Cândida Figueiredo Marquezine, dona da Seda Cáustica, de Londrina. ‘‘Este fim de ano foi complicado, mas acredito que estamos pagando a conta de um reajuste que tinha que ser feito. Todo mundo sabia que isso ia acontecer, assim como sabemos que o ano só vai começar em abril. É quando os resultados do plano econômico vão se manifestar’’, analisa.
A fim de aliviar as dificuldades que vêm por aí, ela está pensando em aumentar o número de representantes no país. ‘‘Não podemos mudar o cenário econômico atual, então, temos que nos adaptar a ele’’, observa. Para a empresária, 1998 foi um ano de estruturação. ‘‘Havíamos pensado em abrir mais uma loja, mas antes resolvemos construir a fábrica, e só depois ampliar os pontos de venda’’, conta. No âmbito pessoal, o ano que passou também foi positivo. ‘‘Dentro do que esperava, 98 foi excelente. Me propus a fazer um curso de moda e fiz’’, orgulha-se.
Maria Cândida tem um jeito especial de lidar com as frustrações pessoais. ‘‘Acredito que devemos passar por um aprendizado aqui na Terra. Se não consigo realizar um plano, analiso a situação e tento aprender alguma coisa. Ao enxergar a possibilidade de agir de forma diferente, a frustração se transforma em uma alavanca que me impulsiona’’, salienta.
Outra filosofia da empresária parte da crença de que tudo é concretizado através de uma energia. ‘‘Se a gente se sintoniza com ela, as coisas boas acontecem. Um bom exemplo de que a teoria funciona na prática pôde ser constatado na Feira de Moda Íntima, ano passado, em São Paulo. ‘‘Um de nossos modelos de camisola foi escolhido, entre várias marcas participantes, para ser mostrado no Domingão do Faustão. Depois disso, fomos procurados pela Playboy e estabelecemos contato para futuras produções’’, conta Maria Cândida.
De acordo com ela, estas e outras boas surpresas que marcaram a trajetória da Seda Cáustica são fruto de um objetivo que ela persegue como uma meta na vida: trabalhar para gerar empregos e melhorar o país. ‘‘Afinal, estou aqui por um motivo maior do que fazer camisola’’, observa. Quando os problemas aparecem, esse mesmo pensamento acaba sendo o gerador de soluções. ‘‘É uma postura construtiva diante da vida’’, ressalta.
Trabalhar menos, no sentido operacional, é um dos principais planos da empresária para 1999. ‘‘Quero diminuir o ritmo para poder olhar a empresa como um todo, estudar mais e participar mais intensamente da comunidade, que deixou de ser só a minha cidade; agora é o mundo. E ele é muito grande para eu me limitar a ficar no escritório o dia inteiro’’, avalia.Josoé de Carvalho‘‘Não podemos mudar o cenário econômico, então, temos que nos adaptar a ele’’, diz a empresária Maria CândidaRosângela Vale

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