Objeto de desejo
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Érika Gonçalves<br> Reportagem Local<br> Fotos: Divulgação 
Com o avanço da tecnologia e da indústria, os revestimentos passaram de material de acabamento para objeto de desejo dos consumidores. Se antes sua função era apenas revestir pisos e paredes, agora eles embelezam os ambientes e permitem que o visual de materiais mais caros estejam ao alcance de mais consumidores.
Eduardo Boselo, designer de produto da Eliane Revestimentos, explica que com a chegada da era digital os revestimentos se aproximaram ainda mais do natural, deixando de ser apenas uma reprodução, reunindo qualidades técnicas e a produtividade em escala, com toda a riqueza dos elementos naturais.
"Isso permite que padrões estéticos raros sejam mais acessíveis, como os mármores e madeiras, muitas vezes trazidos de outros países. Em tempos onde a tecnologia e a internet permitem nos conectar rapidamente aos mais diversos lugares ao redor do planeta, isso simboliza uma nova herança cultural em termos de novos materiais, padrões e estéticas", afirma.
Entre as novidades técnicas que devem chegar em breve ao Brasil, o especialista aponta os revestimentos em tamanhos cada vez maiores, mais leves e mais fáceis de aplicar. Formatos como 160x320cm, 120x240cm e 120x120cm com espessura de apenas 6mm, prometem revolucionar o mercado e levar aos ambientes maior unidade visual, com a aplicação do mesmo design em pisos e paredes, ideal para grandes áreas, projetos técnicos e comerciais.
"A especificação de grandes formatos proporciona menor quantidade de juntas entre as placas, resultando em planos mais homogêneos e contínuos ao ambiente. Para reformas também é um produto excelente, pois permite assentamento de cerâmica sobre cerâmica com redução de espessura - praticamente a metade de um porcelanato com espessura padrão - e consequentemente, elimina resíduos de obra e deixa as estruturas mais leves, super importante para projetos de grande porte", aponta Karina Campos, gerente da Eliane Técnica.
Nathalia Maule, arquiteta da "Santa, fábrica de ladrilhos", do Grupo Villagres, aponta que para o próximo ano os revestimentos com tendências artesanal e geométrica devem estar em alta, possibilitando inclusive que o consumidor crie sua própria arte, valorizando a personalização e as diferenças.
"Com o retorno de pequenos formatos e dos produtos ladrilhados, podemos nos aproximar de uma atmosfera vintage, muito apreciada na arquitetura contemporânea, pois nos proporcionam uma sensação de conforto e fascínio ao ativar as memórias da infância ou de tempos antigos. Desta maneira, a geometria alinhada à utilização de ladrilhos pode ser muito bem-vinda, em formato de patchwork ou mesmo grandes tapetes geométricos", conta.
Boselo acrescenta que os consumidores estão cada vez mais exigentes e globalizados, o que leva as marcas a ampliarem as possibilidades de design, investindo cada vez mais na diversidade, sempre fundamentados no tripé "beleza+conceito+tecnologia".
"Nossos consumidores procuram algo exclusivo, personalizado e que conte uma história especial para eles. A aproximação com o natural e os grandes clássicos tem sido uma maneira de criar essa associação emocional. Exemplo disso foram os porcelanatos com estética de ladrilho hidráulico. Vemos os clássicos mármores brancos como Carrara e Statuário surgirem como inspiração para muitas coleções de revestimentos. Percebo ainda uma forte tendência geométrica. O formato hexagonal, aliás, tem aos poucos caído no gosto dos brasileiros. Superfícies com efeitos tridimensionais também são apostas para os próximos anos", elenca.
Na hora de combinar revestimentos e a decoração, Nathalia diz que o ladrilho está muito presente nos ambientes contemporâneos. "A mistura de estilos e épocas é a bola da vez da tendência eclética. Uma dica ao utilizar produtos vintage e/ou rústicos (no revestimento) é aliá-los a superfícies lisas, de alto brilho, refletivas ou transparentes, como mobiliário laqueado, espelhado ou vidro. A relação entre tradição e futuro se destaca e o ambiente se torna moderno e descontraído", ensina.
Já os tons neutros como bege e cinza servem como background para destacar produtos protagonistas. "Cimentos e madeiras ganham presença em ambientes contemporâneos em diversas tonalidades. Valorizando os tons frios de cinzas e brancos, o cimento com brilho e o mármore também aparecem", finaliza a arquiteta.












