Até o final da década, a obesidade juvenil deve atingir 10% das crianças da Europa e 15,2% das que vivem na América do Norte e do Sul, segundo pesquisa da International Journal of Pediatric Obesity, revista científica especializada na área.
Preocupados com a ''epidemia'', pais e responsáveis buscam estabelecer novas regras para as refeições. ''Para estimular novos hábitos alimentares, uma boa iniciativa é substituir os refrigerantes por sucos, que causam saciedade e oferecem boas doses de nutrientes'', diz a nutricionista Flávia Bulgarelli, do Espaço Leve Núcleo de prevenção e Tratamento da Obesidade Infanto-Juvenil, de São Paulo.
O excesso de açúcar nos refrigerantes pode levar ao aumento de peso se o consumo for frequente. Mesmo as versões diet e light não são ideais para a garotada. ''Ainda não se sabe todos os efeitos que podem ter no desenvolvimento da criança a médio e longo prazos'', pondera Flávia.
Já o suco natural dribla a fome e proporciona quase os mesmo benefícios que a fruta, que é rica em vitaminas, minerais e fibras, além de auxiliar na prevenção e controle de doenças, como o colesterol e o triglicérides.
Ppara manter as propriedades do suco, o preparo deve ser na hora do consumo, de preferência sem coar ou adicionar açúcar. Para crianças pequenas, o ideal é que a bebida seja feita de uma única fruta, para que o pequeno se acostume. Na medida em que a criança se habituar aos novos paladares, outras frutas poderão ser acrescentadas. Quando a criança se familiariza ao sabor, a aceitação é maior e aos poucos a mesma fruta do suco pode ser oferecida in natura, aponta a nutricionista Flávia.
A quantidade diária de suco pode ser de cerca de dois copos, nos horários de lanche (sem se aproximar muito das refeições, para não afetar o apetite), de acordo com a alimentação de cada um. Vale lembrar que os sucos não substituem o consumo diário e constante de água e também de frutas.
Se a eliminação do refrigerante do cardápio causar chiadeira entre as crianças, a dica é combinar dois dias por semana (o fim de semana, por exemplo) em que a bebida esteja liberada. ôAlém disso, estimule os filhos a comprar suco na escola. E, principalmente, dê o exemplo. ''Não adianta controlar o consumo entre as crianças se os pais e os irmãos mais velhos beberem refrigerante diariamente'', alerta.

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