O vestibular vem aí. E agora?
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
A pergunta, ''o que você vai ser quando crescer'', geralmente feita às crianças, já sugere o início do dilema que a maioria dos jovens enfrenta: a escolha da profissão.
Com a sugestão de desmistificar esse ''drama'', o Colégio Universitário realizou recentemente a UniProfissões - Jornada de Orientação Profissional voltada para os alunos do ensino médio. O evento integrou uma série de palestras ministradas por profissionais de 27 cursos de graduação nas três áreas de conhecimento (humanas, exatas e biológicas), além de um espetáculo teatral.
De acordo com a psicóloga e orientadora vocacional do colégio, Rosa Maria Cardoso, as ações procuram surgerir elementos que levem o estudante a fazer sua opção de maneira mais consciente. ''O processo de escolha é o amadurecimento de um ato de pensar; significa priorizar algo e também abrir mão de algo'', explica.
Profissões que promovem status, baseadas em fantasia e distantes da realidade, geralmente acabam despertando a atenção de uma fatia considerável de estudantes. ''Antes, é preciso que o jovem busque informações a respeito do curso que deseja ingressar. Mas é comum que ele acabe optando por desconhecimento também'', lembra a psicóloga.
Para que a decisão flua com naturalidade, é fundamental o autoconhecimento, como aponta Rosa Maria. ''Refletir sobre si mesmo é doloroso. Quando colocamos uma outra pessoa para escolher por nós, estamos nos isentando da responsabilidade envolvida. Acredito no desenvolvimento da autonomia, pois quem nunca fez opções, terá dificuldade de assumir um sonho, por exemplo'', pondera.
Antes de pensar no ''brilho'' que a futura profissão trará, a psicóloga recomenda que o aluno se concentre em suas habilidades, imaginando onde elas serão melhor aproveitadas, o que possibilita uma decisão mais clara e consciente.
''Tem jovem que fica paralisado e não consegue se decidir. Geralmente, essa reação provém de imposições quem vêm de fora e o medo de errar. A idéia do erro é muito rígida. Imagine um adolescente com 16 ou 17 anos e o peso de não poder errar? Costumo dizer que é uma história em construção e com o tempo eles conseguem se enxergar na profissão mais adequada ao seu perfil'', avalia Rosa Maria.
E a escola pode contribuir, segundo a psicóloga. ''Os testes vocacionais auxiliam, desde que bem utilizados. Existem projetos no colégio que fazem com que o aluno reflita sobre este processo de modo crescente, sempre percebendo quais são suas habilidades e possibilidades nas áreas correspondentes'', comenta.


