O surgimento do índigo, conhecido popularmente como jeans, foi atribuído apenas a uma função: dar resistência às roupas dos trabalhadores. Porém, com o tempo, ele foi se tornando um produto de inclusão social, ganhando status de peça-chave do guarda-roupa de todas as classes sociais.
Sua evolução foi consagrada após ser apresentado nas passarelas pelo estilista Calvin Klein. Depois foi se misturando ao elastano e ao poliéster, permitindo a criação de novos tons e formas cada vez mais confortáveis e ajustáveis ao corpo.
Hoje, ele é sinônimo de estilo e elegância em composições básicas ou mais ousadas. Diferentes modelagens surgem a cada momento e novas padronagens garantem toques personalizados e criativos ao tecido.
E como a renovação já parte da história do jeans, indústrias têxteis, de confecções e de restauração apostam em novidades para mantê-lo sempre up to date. ''Atendo clientes que trazem peças novas em jeans para um processo inverso, de desbotamento. Além dos que querem renovar calças e jaquetas, com tingimento nas cores da moda, estonado, com brilho, xadrez e até textura'', diz César Figueiredo, proprietário da Restaura Jeans em Londrina.
A marca, que existe há 18 anos em todo o País, realiza todo o tipo de restauração de jeans e couro, de costura a customização, como tingimento, hidratação e lavanderia. ''As peças são tingidas à máquina e a água utilizada é tratada para não agredir o meio ambiente. Todo esse processo é realizado na indústria, em Santa Catarina'', explica.
Segundo ele, a durabilidade do tingimento está relacionada à composição do tecido pois ''quanto mais algodão, melhor fica o resultado, já que o poliéster não pega tinta'', explica.

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