O travesseiro que veio do espaço
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quinta-feira, 01 de julho de 2004
Angela Raizer Barbosa<br>Reportagem Local 
A indústria de travesseiros acordou de uma longa noite maldormida. Hoje, os materiais que compõem essa peça tão fundamental para o descanso noturno estão a anos-luz dos produtos convencionais. A cada ano multiplicam-se as novidades, permitindo escolher entre inúmeras opções o travesseiro ideal.
Alguns especialistas recomendam que o travesseiro deve ser o mais baixo possível para não prejudicar a coluna. Neste caso, os mais indicados são os materiais que cedem gradativamente ao peso da cabeça. De olho nesse mercado, os fabricantes, que não dormem no ponto, oferecem artigos específicos amparados inclusive em pesquisas científicas.
A grande novidade são os travesseiros fabricados com um material totalmente novo no mercado brasileiro (usado também em colchões), resultado de uma nova tecnologia que permite ao travesseiro manter a densidade correta. Trata-se da espuma de memória, um material viscoelástico de células abertas, sensível à variação da temperatura. Desenvolvido para a Nasa, na década de 60, foi usado nas poltronas dos astronautas, moldando-se ao corpo e aliviando a pressão da força da gravidade.
Modelos Colocado recentemente no mercado para atender a demanda comercial, o Sweet Pedic chama a atenção por obedecer ao contorno da cabeça, tomando por base sua temperatura e seu peso. Fabricado e distribuído pela Delta Light, indústria londrinense que, em parceria com empresas americanas, adaptou a fórmula original da Nasa para o mercado brasileiro, conforme afirma o diretor da empresa, Gustavo Tavares. Segundo ele, o Sweet Pedic permite o máximo de conforto, reduzindo sensivelmente os pontos de pressão comuns nos travesseiros (e colchões) com espuma convencional.
Existem outras configurações desse mesmo travesseiro no mercado, como o Nasa, da Duoflex, que também possui características de alívio da pressão sobre o corpo. Seu lançamento marca o início de uma nova era em tecnologia do sono no mercado nacional, afirma o diretor da Duoflex, Roberto Lobo. Trata-se de um travesseiro automoldável e termosensível, que se adapta ao contorno e temperatura do corpo, exercendo menos pressão nas áreas mais quentes ou salientes e facilitando a circulação sangüínea, assegura Lobo.
Além de oferecer maior capacidade de absorção do peso e distribuição equalizada da pressão sobre o corpo, o Nasa possui a propriedade de retorno lento ou memória, agindo como um verdadeiro amortecedor. Tudo isso permite uma posição natural de descanso, prevenindo dores na cabeça, pescoço, costas, braços e ombros, garantindo um sono restaurador.
Na mesma linha, a Interglobal lançou o travesseiro Care Viscoelástico, que também oferece as vantagens da espuma espacial. Quando o calor e o peso do corpo entram em contato com o produto, a pressão é distribuída uniformemente, o que minimiza alguns problemas cervicais. A temperatura também é mantida agradável em qualquer estação do ano, garante Alexandre Couto, gerente de marketing da empresa.
Além desses, existem ainda os travesseiros de materiais diferenciados como o de látex, espuma especial de poliuretano expandido, com milhares de furos que formam canais internos de circulação, facilitando a respiração; o de molas, que possui um sistema de colméia, onde se alojam as molas totalmente independentes (Duoflex); o de microflocos de fibra que dão a sensação de pluma (Altenburg). Quase todos vêm com intensidades variadas de suporte e formato, além de proteção antiácaros, fungos e bactérias. q


